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Grêmio: evolução, goleada e Copa do Brasil

Invencibilidade

Grêmio 4 a 1 VECO Grêmio entrou em campo contra o Veranópolis, até então o único clube que não havia perdido em seus domínios. Porém, foi só a bola rolar para os serranos terem ideia do que os aguardava. Após cobrança de falta lateral, o capitão Gilberto Silva, abriu o placar a 1 minuto. Logo após, o VEC, empatou, mas o árbitro Fabrício Neves Corrêa, anulou, na minha opinião, equivocadamente. Depois disso, só deu Grêmio, que passeou solenemente no Antônio David Farina: Marcelo Moreno, Fernando e Gabriel garantiram a vitória ainda no primeiro tempo. Final de jogo: 4 x 1.

Polêmica

Há quem conteste a escalação de três volantes. Particularmente, também não sou fã do sistema, mas é preciso levar em conta a características dos atletas escalados. Com Fernando, Léo Gago e Souza, o Grêmio está longe de tornar-se defensivo e, de quebra, garante a robustez do setor, o que acaba garantindo em maior proteção pela defesa e consequentemente, a redução dos gols sofridos.

Reflexo

Grêmio 4 a 1 VECAlém dos benefícios na defesa, o setor ofensivo também ganha importante acréscimo. Com presença dos três homens de marcação, Luxa dá liberdade para o apoio dos laterais e para os próprios volantes. Não é à toa que Fernando (foto), o primeiro homem de marcação marcou seu segundo gol em partidas consecutivas. O sistema proporciona ainda o crescimento de Júlio César e Gabriel, que depois de longo e tenebroso inverno, voltou a jogar bem, inclusive marcando um belo gol.

Acelerador

Após o primeiro tempo avassalador, o tricolor tirou “o pé do acelerador”, pecou pelo desperdício e quase sofreu mais gols, não fosse a atuação destacada do goleiro Victor. O fato originou reclamação por pare de Luxemburgo que, acertadamente, cobrou que da próxima vez, a equipe não esmoreça e busque a marcação de mais gols. É por isso que Luxemburgo é referência dentro do futebol nacional…

Evolução

Falando nele, é inegável a evolução do Grêmio nas mãos de Luxa. A postura da equipe, a disposição tática, o movimento do meio-campo e o equilíbrio são todos méritos do treinador pentacampeão brasileiro. Méritos para direção gremista que sempre sonhou com o comandante e, enfim, conseguiu trazê-lo para o sul do país.

Displicência

Grêmio 4 a 1 VECA maior contratação da temporada, o atacante Kléber Gladiador ficou devendo. Mesmo com assistências precisas e diversas conclusões, o camisa 30 poderia ter marcado no mínimo dois gols. No primeiro tempo, com o placar já de 4 x 0, o atacante foi preciosista, abusou dos dribles sobre o goleiro Luiz Müller e acabou perdendo o ângulo. Já no segundo, com a entrada de Facundo Bertoglio, passou a fazer tabelas com o argentino, deixando o companheiro na cara do gol, mas parece ter pedido o “tesão do gol”. Por algumas vezes desperdiçou chance livre, dentro da área. É óbvio que Kléber tem créditos e certamente relaxou pela vantagem no placar, mas é preciso que a situação não se repita. Afinal, gol nunca é demais!

Avalanche

O maior campeão da Copa do Brasil, com quatro canecos – ao lado do Cruzeiro – o tricolor entra em campo na noite desta quarta-feira, às 19h30, no Olímpico. Com o desafio de desfazer a péssima imagem no jogo de ida frente ao River Plate de Sergipe, o Grêmio tem tudo para aplicar outra goleada e promete cansar a “avalanche”, de tanta subir e descer a arquibancada na comemoração dos gols. Boa sorte aos tricolores!

Alterações

Luxemburgo promove três mudanças na equipe. A primeira delas é o ingresso de Bertoglio entre os titulares, na quarta posição de meio-campo. Desta forma, Léo Gago vai para o banco de reservas e Marco Antônio para o lado esquerdo do losango.  A outra mudança é a substituição simples do zagueiro Werley (suspenso por expulsão no brasileirão do ano passado) pelo estreante Pablo. A última delas causa-me estranheza…

Invertido

A última alteração é a entrada de Pará na lateral-esquerda, em lugar de Júlio César, que será preservado. Entretanto, mesmo que atue nos dois lados, Pará é destro e prioritariamente, lateral-direito. Não gosto de laterais com “pernas invertidas”. No futebol brasileiro, o último que lembro com essas características foi o campeão gaúcho pelo Caxias, em 2000, Sandro Neves, que depois teve passagem discreta pelo Grêmio.

Exceção

Grêmio 4 a 1 VECDois exemplos, um passado e outro contemporâneo, mostram que são possíveis laterais desta ordem. Campeão do Mundo pelo Flamengo em 1981 e integrante do timaço do Brasil na Copa da Espanha em 1982, Júnior era um senhor lateral-esquerdo de perna direita. Outro exemplo é o capitão da Seleção alemã e do Bayer de Munique, Phillipe Lahm, que atua pelos dois lados com naturalidade e a mesma qualidade. Mas, convenhamos, Júnior e Lahm são exceções. Em regra, “defendo cada um no seu quadrado”.

Futuro

No próximo post, destaque para a (enfim) assinatura do Internacional com a Andrade Gutierrez.

Foto: Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

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