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A ÁGUA DE TODOS

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS, JORNALISTA)>>>

A ÁGUA DE TODOS ====

O 25 de março é data anual muito lembrada, acentuada e comemorada com manifestações que envolvem os poderes públicos, as entidades educacionais, o mundo empresarial e instituições de todas as matizes comunitárias.  Falamos no “Dia Mundial da Água”.

Pode-se dizer, é uma justa lembrança assim como é de suma importância as comemorações, principalmente quando se manifestam a favor do bem mais valioso da superfície terrestre.

Não são banais as afirmações de que o líquido precioso corre sério risco de sumir pois, segundo levantamentos periódicos dos órgãos ambientais, a diminuição de sua chegada até o homem está se acentuando, ainda mais alimentada pela proliferação dos mananciais hídricos, liquidando com a potabilidade.

Publicação da OMS, que trata sobre a redução de riscos e promoção de uma vida saudável, diz que efeitos adversos à saúde estão ligados à ingestão de água insegura associada à higiene inadequada.

Não se pode separar vida e água. Segundo estudos da ONU, 40% da humanidade terá problemas com o abastecimento de água até 2025. Então, na data que consagra a sua  importância – e por que não fazer todos os dias o dia da água?… – deve a sociedade ser conscientizada de que o líquido precioso é fonte de vida. Uma necessidade dos seres vivos e um direito do ser humano. E a comunidade tem que estar mobilizada por este direito presente, zelando pela sua qualidade que vai perdurar para as gerações futuras.

Segundo os estudos aprofundados ao longo do tempo, sem a água a vida é impossível. Um ser humano consegue manter-se sem comida por cerca de um mês, mas não sobrevive mais que uma semana sem água.

Por isso, o Dia da Água deve ser visto como uma oportunidade perfeita para chamar a atenção da sociedade civil, dos poderes públicos e da iniciativa privada para sanear possíveis problemas que venham a interferir na sua extinção.

AS MÚSICAS DA ÁGUA

Se fôssemos juntar letras de músicas que falam sobre a água, com certeza teríamos que ocupar bem mais de uma página para citá-las. Mas fiquemos com algumas, apenas. Neste mês de março, com a celebração do Dia Mundial da Água, tem também a chegada do outono e uma das músicas mais conhecidas, de Tom Jobim, conta este detalhe: É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã/ É um resto de mato na luz da manhã/ São as águas de março fechando o verão/ É a promessa de vida no teu coração”…

De forma mais poética temos a composição de Guilherme Arantes, Planeta Água, que faz referência e reverência a este bem natural que o ser humano tem para manter sua vida: “Água que nasce na fonte serena do mundo/ E que abre um profundo grotão/ Água que faz inocente riacho/ E deságua na corrente do ribeirão/ Águas escuras dos rios/ Que levam a fertilidade ao sertão/ Águas que banham aldeias/ E matam a sede da população…/…Águas que movem moinhos/ São as mesmas águas que encharcam o chão/ E sempre voltam humildes/ Pro fundo da terra/ Pro fundo da terra/ Terra! Planeta Água”…

Outra composição musical que fala sobre a água, de autoria de Sergio Negrão, já faz um chamamento à conscientização para o uso correto da água, sem desperdício e na busca da preservação do líquido precioso: “Mesmo o planeta todo envolto em água/ É preciso mais atenção/ Devemos conscientizar nossas crianças/ Pela importância da água no planeta/ O universo conspira e a terra pede socorro/ É monstruoso como se tratam nossas florestas, nossos rios/ É vergonhoso a maneira que se trata a terra/ Em que se colhe o grão, pra comer o pão”…

NO ARMAZÉM DA ESQUINA

Duduca, no armazém da esquina, acabara de fazer algumas compras. Preparava-se para sair quando desabou um violento temporal. Era chuva que Deus mandava e vento de derrubar árvores.

Estava com pressa pois tinha visita em casa e as compras serviriam para completar a mesa da janta. A família estava desprevenida de manjares e os visitantes chegaram de surpresa. Enfim, era preciso aquela chegada no armazém da esquina.

Com aquele tempo fechado não tinha como seguir e então Duduca resolveu esperar até amainar. Entre um trago e outro, cervejinha daqui e dali, gargalhadas, piadas e fofocas, o tempo passou mas a chuva continuava. E cada vez mais forte.

Ele resolveu, então, enfrentar o mundo severo. Afinal, a visita não podia ficar sem atendimento. A distância do armazém da esquina até a sua casa não era muita coisa, porém chegou completamente encharcado até a última peça do vestuário. E qual não foi a sua surpresa? A esposa disse que a visita fora embora por causa da forte chuva.

Duduca trocou de roupa, coisa que fez em menos de cinco minutos, e se propunha a comentar com a mulher sobre o gesto precipitado da visita, quando olhou pela janela e viu que o mau tempo havia terminado e até uma nesga de sol do entardecer já se aninhava entre as nuvens.

Duduca sorriu ironicamente, beijou a esposa e dando meia volta bateu a porta e rumou para o armazém da esquina…

 

 

 

 

 

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