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A importância de ser o lugar

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ANA CECÍLIA ROMEU – PUBLICITÁRIA E ESCRITORA>>>>

A IMPORTÂNCIA DE SER O LUGAR>>>>

“O mais importante é com quem se está, e não, onde se está.” Ouvi este pensamento algumas vezes, o que me fez refletir sobre o “quem”, o “onde” e se existe o lugar ideal.

Estar com quem amamos com quem desperta nossos afetos mais gratificantes é um raro privilégio que nem sempre é acessível a todos, e que deveria iluminar qualquer lugar do planeta.

“Nós sempre teremos Paris” – é a fala imortalizada pelo personagem Rick Blaine interpretado Humphrey Bogart  no filme Casablanca. Paris, a Cidade Luz que ampliava seu significado ao som de um amor com poucas chances de sobrevida, mas que se fazia possível lá onde morava o coração: o lugar ideal. Que poderia ser revisitado tantas vezes que o tempo passado se conjugaria no presente e em todos os futuros. A memória afetiva conduzindo os passos ao perene e recordando da felicidade, posto que a sublinha e recria.

Talvez o paraíso não seja mesmo um lugar, e, sim, uma condição. Quando tudo a nossa volta e dentro de nós conspira a favor dos melhores sentimentos e sensações. O lugar ideal não é um espaço, mas a transcendência dele. O lugar ideal não tem calendário, ignora o tempo, os quilômetros, é onde e quando somos. Nesse momento, o “com quem” dá sentido ao mais essencial. Ainda que nossa imaginação aponte às maravilhas das ilhas paradisíacas, e a perfeição que seria estar num desses lugares espetaculares com quem amamos. Por isso o sonho que nos faz viajar e voar sem sair de casa. Todavia o ser humano se cumpre desta forma também, almejando, desenhando passos, projetando, mesmo sem a certeza do alcance. É da insatisfação que vem a busca. É a busca o motor de todas as viagens. Encontrar se torna menos essencial que a vibração do caminhar que é fonte de vida.

Porém, se não reagimos, se nos deixamos abalar pelos obstáculos e as más energias que, muitas vezes, nós próprios construímos, não ficaremos felizes a casa, em Paris, no Caribe, em qualquer parte do mundo…, pois a sensação de vazio vai ser protagonista.

Sermos nosso lugar é ter consciência da onipresença, do casamento da alma e seu invólucro. É querer ser o “quem” de nós e de outros. Para construir o próprio paraíso não se precisa de tijolos, mas um coração receptivo, uma mente acolhedora e toda uma vida para amar.

 

 

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