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A Síndrome de Down

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS, JORNALISTA)>>>>

A SÍNDROME DE DOWN===

O 21 de março é data que marca a Síndrome de Down. Estando no 4º mandato à frente da APAE-Viamão, instituição que completa 35 anos em dezembro de 2017, e como pai, não deixaria passar em branco a oportunidade de manifestar-me. Apresento para vocês, leitores, crônica escrita pelo advogado Amadeu Roberto Garrido de Paula. Assim:   

“Síndrome de Down: Anjos de amor demais - No dia 21, o número do cromossomo tripartido,  nossa homenagem aos seres acometidos de Síndrome de Down. Anjos sobrecarregados de amor, nos três tempos.

Antes, vergonhosamente chamados de mongoloides, que o nazismo, Hitler e Mengel dizimaram impiedosamente, principalmente se gêmeos.

Talvez a punição divina, mas algumas pesquisas revelam maior incidência das síndromes entre os descendentes germânicos. Ao que consta, a raça africana está livre desse mal, mas a quantidade dos demais problemas do continente perdido não representa nenhum alento aos nossos irmãos negros.

Incidente cromossômico na hora da fecundação do óvulo, que se triparte, ao invés de apenas bipartir-se, no  número 21, trespassando carga genética mais pesada que as frequentes, porquanto leva em duplicidade o gene do pai ou da mãe. Essa sobrecarga impede a agilidade das sinapses, que ligam os neurônios e armam no ordinário verdadeiras tempestades responsivas em seus diálogos e interações.

Assim como precisamos de uma fala lenta, cadenciada, para compreender o que nos diz alguém de outra língua, percebida com restrições,  os portadores da síndrome elaboram com mais vagar as respostas, o processamento mental é mais lento. Porém compreendem todo o necessário à vida diária, e até mesmo coisas abstratas são embaladas por um sentimento generoso em relação a todos; no princípio da vida não têm noção de nossa finitude e creem que o amor pelo próximo, que julgam recíproco, é eterno.

Daí, eventualmente, severas depressões quando se dá a morte, principalmente de alguém da família, até serem devidamente orientados.

Incompatíveis com a agitação cambiante e massacrante da vida moderna, repassam em silêncio suas ideias e seus projetos antes de expressá-los, até mesmo aos pais. Claro que sofrem restrições, mas é um transtorno menos dramático do que o autismo, exemplificativamente. Melhoram a personalidade agressiva de quem com eles convivem e, não raro, proporcionam muitas alegrias imateriais.

Traduzindo, são anjos que, no processo de fecundação, trouxeram amor demais, pelo pai ou pela mãe.

O terceiro cromossomo extravagante, responsável pelo incidente, reflete a ansiedade incontida de ser como a mãe, ou como o pai. Essa transferência excessiva do patrimônio genético de um dos genitores é carga genética insuportável. As sinapses, responsáveis pelas ligações neuronais, não suportam. Dobradas,  andam mais lentas, como quando carregamos peso e os neurônios não disparam tanto quanto os “normais”.

Nascido, o Down transmite esse amor não apenas àquele que amou a mais não poder, mas ao outro ascendente, aos irmãos, às famílias, a seus médicos e professores,  à humanidade; anjos bloqueados pela emoção ao se pronunciarem no momento de regar esta terra árida do número dois, não do mágico três, como diziam os alquimistas”.

DOAÇÕES

O Saulo Almeida, conhecido comerciante proprietário da Cantina do Baco, premiado em São Paulo por ser um dos maiores colecionadores da revista Veja no Brasil, está aceitando doações de livros, revistas e objetos antigos. Fone para contato: 99181.2129.

É uma boa ação cultural.

FILOSOFANDO

“Um público impregnado de boa literatura é muito mais difícil de manipular, de subjugar, de domesticar do quer um público inculto”. (Maria Vargas Llosa, escritor)

“Um livro é um passaporte para um universo rico e irrestrito. O livro transporta, transcende, tira você de onde você está”. (Martha Medeiros, escritora)

CARNE: COMER OU NÃO COMER?

Nesta semana, a operação “Carne Fraca”, desencadeada pela polícia, deixou os apreciadores do churrasco com os cabelos em pé. Digamos, não só os churrasqueiros mas, como de resto, toda a população que curte um bom manjar que tenha a carne como um de seus pratos. Logicamente, a operação apurou irregularidades que vão desde a embalagem e preparo do produto, até à industrialização e comercialização. Em síntese, produto ruim para o povo mas com apreciado valor financeiro para os bolsos fraudadores.

E o consumo? E a saúde? O que é mais saudável? Vejamos: comer não é só uma questão de matar a fome. A decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, culturais, fisiológicas, filosóficas, históricas, religiosas. Segundo pesquisas, há uma preocupação em reduzir o consumo de carne. O que é a carne? É o tecido animal, em geral muscular, com fibras que compõem os músculos. Há diferença entre carne branca e vermelha que está na quantidade de ferro no tecido. Agora, quem come mais carne tem índices maiores de câncer e de enfarte, sendo as duas principais causas de morte do planeta. É o que dizem as estatísticas. Carne faz mal, então? Não é tão assim!

Por exemplo, o conhecido e famoso dr. Dráuzio Varella diz: “Criou-se quase um dogma de que a carne eleva a possibilidade de problemas no coração. Isso é um mito”.

Afinal, o Brasil é um dos países que mais consome carne no mundo, e os números não param de crescer. Num ano o brasileiro consome em média 47 kg de carne de frango, 15 kg de carne de porco e 35 kg de carne de boi.

Então, por fim, ficam as questões: comer ou não comer? Por quê? No momento, o brasileiro tem que levar em consideração a sua consciência, pois não é toda carne que está podre, nem é toda carne que faz mal à saúde.

O cheiro de churrasco está no ar e até o Presidente Temer apreciou…

COMEÇO DAS AULAS

Em março, como sempre acontece, inicia o ano letivo na rede estadual de ensino. Como sempre acontece, também, em março, no início das aulas, o CPERS inicia a movimentação, chamada de mobilização, reunindo os professores para protestar contra isso, contra aquilo, etc. e principalmente salário, salário, salário. Realmente, o salário do professor estadual não é nada lá assim que se diga “é um monte”., mas também não é uma míngua. O CPERS diz que o professor trabalha demais, mas tem muita escola que já diminuiu turmas, outras (bastante) acabaram com o turno da noite. Tem professor com tanta folga que faz “bico” em escola particular. Bom, respeitemos esta classe abnegada e trabalhadora e seu guia-chefe, o CPERS.

Pois foi numa destas reuniões de mobilização do CPERS, no início do ano letivo, que um repórter abelhudo aguçou o ouvido e afinou a ponta do lápis. Como sempre, falava-se em piso e salários, greve e paralisações, com discursos inflamados e exibição de faixas de protesto. Em meio ao incessante dedilhar de celulares, smartphones e outras “cositas mas”, um grupo de professores estava reunido, sem ligar muito para os berros no microfone. Os mestres conversavam:

- E aí! Como foram as férias?

- Legal! Este ano eu fui a Paris. De lá dei umas voltinhas na Alemanha e na Itália.

- Ah! Eu fui mais adiante. Fui no Egito, tirei uma porção de fotos nas pirâmides, vejam…

- Mas nem parecido com aquilo que se vê nos filmes, por isso decidi visitar a Disney.

- Ué! Mas não me encontrei contigo por lá. Fiquei conversando com o Pateta e o Pluto quase um mês.

- Mas eu só dei uma voltinha. O resto do tempo fui olhar as Cataratas de Niágara.

- E tu, aí? O que contas?

- Minha grana tava curta, pois comprei um zero na metade do ano, aí tive que me contentar em dar uma chegada em Montevidéu e Buenos Aires. Dei uma esticadinha até Punta del Este.

- Eu fiz ao contrário. Não saí do Brasil. Fui a Natal e de lá desci pela costa do Nordeste até Salvador. Pra completar fui ao Rio, tomei banho em Copacabana e rezei aos pés do Cristo Redentor. Peguei duas noites na Marquês da Sapucaí, vibrei com a Portela…

- Olha aí, escuta o que tão falando. Tão pedindo pra gente votar se queremos greve ou não? Levanta o braço aí!…

- Bah! Mas é uma barbaridade, mesmo. Este governo de m… atrasa o nosso salário, nos tira o couro e ainda temos que aturar aquela gurizadinha que não quer nada com nada.

- Mas, como vocês viajaram?

- A maioria aqui fez pacote e paga em prestações durante o ano, mas este governador não pode sacanear e atrasar a nossa grana, senão no ano que vem vamos ter que curtir fins de semana em Cidreira, Magistério e Quintão.

- Então votemos! Greve já!…

O abelhudo repórter, que ouviu e relatou tudo isso, fez uma ressalva. Disse ele que acredita ser esse pessoal uma minoria da classe e que o CPERS tem cabeças do bem, que pensam nos estudantes do Rgsul e dialogam apontando e buscando melhorias.

Para encerrar ele citou:

- Na saída do local um pai de aluno fazia a seguinte observação: por que será que os ataques de vandalismo nas escolas estaduais, com roubos e quebra-quebra, acontecem sempre quando as aulas vão iniciar e em meio às mobilizações do CPERS?

Ficou sem resposta. O abelhudo foi embora e rasgou os papéis.

TRANSPARÊNCIA DOS PODERES

Nas eleições o cidadão é convidado a escolher aqueles candidatos que julgam ser os mais competentes para dirigir os destinos dos governos municipais, estaduais e federais. Para isso, o eleitor usa a urna eletrônica e, antes, via dos diversos meios de comunicação, recebe as informações necessárias para uma boa escolha.

Mas depois o cidadão precisa ficar atento às ações dos eleitos e nos seus trabalhos administrativos, inclusive com a possibilidade de chegar até os governantes e mostrar-lhes alguns caminhos até então não desvendados. Para isso, precisa de meios de informação ágeis e instantâneos.

O cidadão, com responsabilidade e sem crítica, apenas com o intuito  de colaborar, pode e deve saber, por exemplo, das contas de uma administração, da execução de políticas públicas, enfim, exercer o papel de fiscalizador e, também, principalmente, de orientador dos governantes.

O ponto de partida para isso são os portais de transparência dos órgãos administrativos (Executivo e Legislativo) os quais podem oferecer uma gama de serviços e se transformarem em importantes ferramentas de contato do poder público com o povo.

Já há administradores públicos, legisladores e executivos, buscando a obrigatoriedade da divulgação pela internet em tempo real, de informações detalhadas sobre as atividades governamentais na União, nos Estados e nos Municípios.

No portal de transparência o cidadão encontra não só a movimentação do Executivo e do Legislativo, mas também informações outras de ações que passam despercebidas e que poderiam ser de relevância para o bem-estar da população.

Não é à toa que a Consultoria Legislativa do Senado e o Instituto Legislativo Brasileiro lançaram o Manual do Vereador. A publicação se baseia em estudos que abordam, entre outras coisas, formas de participação popular nas atividades das Câmaras de Vereadores. O Manual tem o objetivo de esclarecer o papel de cada ator político dentro do município e de incentivar o vereador a aceitar uma maior aproximação da cidadão aos trabalhos do Legislativo. É, enfim, uma boa pedida e uma abertura de consciência aliada à atitude de proporcionar mudanças necessárias.

 

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