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A teoria do saber

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A TEORIA DO SABER ===

Lá pela década de 1950/1960, conta a história de Viamão, que numa das legislaturas de nossa colenda Câmara Municipal, havia um vereador pródigo no vocabulário e astuto na colocação das palavras. Ao pronunciar seus discursos empregava provérbios, pensamentos e frases filosóficas. Ao fazê-lo, citava nomes de escritores famosos e de eruditos ligados às mais diversas áreas da sabedoria.

Os demais vereadores, atentos, ficavam em dúvidas quanto à veracidade dos dísticos do nobre edil. Ele gostava muito de citar Ruy Barbosa em suas vociferações. Até que num belo dia, outro nobre vereador resolveu questioná-lo a respeito  das citações. Em aparte perguntou:

- Colega vereador, poderia V. Excia. Dizer onde Ruy Barbosa escreveu tal afirmação?

- Ruy Barbosa não escreveu. Ele disse!… – respondeu o prodigioso vereador vernacular.

Esta recordação, dos idos tempos de Viamão, serve para refletirmos sobre o que cada pessoa traz consigo de conhecimento e de sabedoria.  Quando usa, e as vezes abusa, causa uma certa dúvida. No entanto, jamais poderemos negar o grau da sabedoria de cada um, pois traz em seu teor aquilo em que o interlocutor é especializado.

Um dia li a respeito da existência do “CHA”. O que significa a sigla? Conhecimento, Habilidade e Atitude. Cada pessoa tem consigo o “CHA”. Conhecimento igual a saber; Habilidade para saber fazer; Atitude para agir

Em qualquer momento da nossa vida precisamos saber como aplicar o “CHA”, ou seja, saber, saber fazer e agir.

Isso puxa uma narrativa bem interessante. Em um caudaloso rio, de travessia difícil, havia um barqueiro que transportava as pessoas de uma margem para outra. Numa das viagens estavam no barco um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta:

- Meu caro barqueiro, você entende de leis?

- Não, senhor – responde o barqueiro.

E o advogado, compadecido, diz:

- É uma pena… Você perdeu metade da vida por não saber de leis!

O barqueiro nada responde.

A professora, mostrando certo recato social, entra na conversa:

- Seu barqueiro, o senhor sabe ler e escrever?

- Também não sei, senhora – responde o remador.

- Que pena… – lamenta-se a mestra. – Você perdeu metade da vida!

Nisso, de repente, uma onda bastante forte e alta vira o barco. O canoeiro, preocupado, pergunta:

- Vocês sabem nadar?

- Não! — responderam eles rapidamente.

- Então, é pena… – conclui o barqueiro. – Vocês perderam toda uma vida!

É fundamental respeitarmos o “CHA” de cada pessoa.

Para encerrar, deixo uma frase de Paulo Freire, que define a história do barqueiro, do advogado e da professora, assim como a do vereador que fazia citações e, por que não, o rumo das nossas conversas: “Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes”.

A LUTA CONTRA A AIDS

A Aids, sigla em inglês para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Acquired Immunodeficiency Syndrome), é uma doença do sistema imunológico humano resultante da infecção pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Caracteriza-se pelo enfraquecimento do sistema imunológico do corpo, com o organismo mais vulnerável ao aparecimento de doenças oportunistas que vão de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. O próprio tratamento dessas doenças fica prejudicado com a presença do vírus HIV no organismo.

Há alguns anos, receber o diagnóstico de Aids era uma sentença de morte. Mas, hoje em dia, é possível ser soropositivo e viver com qualidade de vida. Basta tomar os medicamentos indicados e seguir corretamente as recomendações médicas. Mas saber precocemente da doença é fundamental para aumentar ainda mais a sobrevida da pessoa. Observação importante: ter o HIV não é a mesma coisa que ter a Aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, ainda assim, podem transmitir o vírus a outras pessoas.

Nas constantes e mais diversas pesquisas realizadas, a epidemia de Aids aparece com números altos entre jovens, o que se constitui como um dos principais desafios.  Por isso, necessários se fazem os espaços de informação, educação interativa e vivências sensoriais, como este programa de esclarecimentos sobre a doença que a Prefeitura, através de suas secretarias da Saúde e da Educação, vai desenvolver. De fato, a melhor pedida é, sempre, conscientizar o público jovem para que se previna contra a Aids e, também, contra outros males que tanto preocupam o ser humano.

Uma medida justa e necessária para que todos tenham acesso a informações e para que fiquem cientes sobre as medidas de prevenção à infecção pelo HIV e para o uso correto dos medicamentos que fazem parte do tratamento da Aids, caso as pessoas tenham entrado em contato com o vírus.

 

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