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Arrozeiros pedem renegociação de dívidas

A renegociação de operações de crédito rural contratadas por produtores rurais de arroz foi o destaque da reunião realizada na terça-feira, dia 14, na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, em Brasília. A proposta do setor é que o prazo de adesão na renegociação das dívidas junto aos bancos privados seja até 30 de julho ou no prazo de 90 dias. O prazo anterior venceu no último dia 30 de abril.

 

O deputado federal Afonso Hamm (PP-RS), que estava presente na audiência, destacou que ao longo da safra, os produtores encontram alguns impasses que afetam as lavouras, como por exemplo, as condições climáticas. Hamm considera importante que os bancos levem em conta os riscos de cada setor, tendo em vista as intempéries que por várias vezes afetam a produção. “Quem demanda ou se dispõe a colocar o recurso em parceria, com equalização de juros, tem que saber que essa é uma atividade de risco e está propensa aos riscos devido às condições climáticas”, aponta Hamm ao destacar que a política agrícola precisa do apoio para as renegociações.

 

Custo

 

Conforme o presidente da Federação das Associações dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Renato Rocha, necessidade da renegociação também é pelo aumento do custo de produção, pelas dificuldades para a venda e pela falta de acesso ao crédito para a próxima safra.

O diretor-adjunto da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian, informa que estão em análise 1.988 processos que somam R$ 290 milhões em dívidas.

O encontro também contou com a presença de produtores, deputados, representantes de bancos financeiros, dos Ministérios da Agricultura e da Fazenda, Febraban, Federarroz, Fetag e Farsul.

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