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Com excelência e “vida fácil”, Grêmio chega à final com banca de favorito

(LEIA NO BLOG DOS ESPORTES – SAUL TEIXEIRA, JORNALISTA)>>>>

Tri da América

 O Grêmio trepudiou sobre a fragilidade do adversário e já é no mínimo vice-campeão da América. Atuação segura, madura, com repertório e, sobretudo, com a retomada da excelência que encantou o Brasil no passado recente. A parada de quase 40 dias foi crucial para que os lesionados se recuperassem, sobretudo Luan. Notadamente para o reencaixe do 4-2-3-1, mecânica utilizada pela equipe há três anos. O Grêmio cresceu na hora certa e o sonho está cada vez mais próximo de se tornar uma doce realidade.

Vida fácil

 A atuação foi esplêndida. Entretanto, é fundamental que a justa euforia da torcida não contamine o vestiário. Em matéria de adversários, a Libertadores ainda não começou para o Grêmio! Os rivais enfrentados até o momento ― levando-se em conta os critérios da tradição e/ou técnica (bola atual) ― estão longe de serem parâmetros. Exceção mínima feita ao Botafogo. A melhor notícia é que o Grêmio evoluiu consideravelmente em relação a ele próprio.

Mecânica

Futebol requer tempo, rotina, insistência, repetição. Dos quatro postulantes ao título, o Grêmio é a equipe que tem uma base que joga junto a mais tempo. E mais: exerce a mesma mecânica tática desde a Era Roger Machado. Aliás, Renato teve um mês para de alguma forma suprir a ausência de Luan taticamente, mas não obteve êxito. Nas mãos de Portaluppi, o Grêmio é bitolado ao 4-2-3-1. Bendito seja o retorno de Luan!!!!

Camisa 7

A volta de Luan foi determinante para o sucesso da engrenagem, não apenas pela qualidade técnica ― ilustrada pelos dois gols ― mas, sobretudo, pela repetição do desenho. Foi assim que o Grêmio, entre outros, conquistou o Penta da Copa do Brasil. Aliás, em matéria de adversários, a CB exigiu muito mais do tricolor do que a Libertadores o fez até agora.

Renato

A escalação de Jaílson foi um acerto do treinador, já que o camisa 25 estava infinitamente em melhores condições que o recém recuperado Michel. Outro mérito foi a escalação de Fernandinho à esquerda, embora se justifique tão somente pelo trabalho de recomposição. O camisa 21 foi fundamental para que o Barcelona de Gayaquil não explorasse uma de suas principais virtudes: a triangulação à direita com o lateral Velasco, o ponta Esterilla e o camisa 10 Damián Diáz.

Excepcionalidade

A defesa de Marcelo Grohe na conclusão de Ariel foi uma das cenas mais brilhantes do futebol nos últimos anos. Tenho algumas ressalvas em relação ao camisa 1, principalmente no expediente da saída de gol. Todavia, debaixo das traves é um legítimo arqueiro em nível de seleção brasileira. Tem reflexo, explosão, velocidade e senso de posicionamento notáveis.

Foto: Lucas Uebel/ Grêmio oficial

 

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