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Dodge

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS, JORNALISTA)>>>>

DODGE ===

Lembro, quando eu era um piá, com 10 anos, meu pai tinha um Ford Prefect. Carrinho pequeno, de três marchas, mas valente uma barbaridade. No verão, a família embarcava para uma viagem rumo a Cidreira via Pinhal e o Prefect enfrentava as agruras da então RS 01, chão batido, buracos e algumas etapas de intenso barro quando após chuvaradas. A ida de Viamão a Cidreira durava duas horas ou mais, dependendo das condições da estrada. As vezes tínhamos que ficar no Pinhal porque o mar estava com ressaca. A ida de Pinhal a Cidreira era feita pela beira da praia e o Prefect vencia as grossas areias de um caminho sem marcação. Era um ziguezague. Mas era um Ford virtuoso.

Mais tarde meu pai teve outros carros. Dentre estes um Dodge. Simpático, vistoso, sério, elegante, fora recomendado pelos mecânicos como um possante que abriria os mais difíceis caminhos. Mas, sinceramente, ficava a dever para o modesto Ford Prefect. Apesar de incisivo, robusto, com nova modelagem, quando necessário às vezes titubeava no enfrentamento de situações rodoviárias difíceis. Engasgava e não desenvolvia aquela marcha que o momento de uso necessitava. Sem contar que quando era preciso trocar uma peça esta tinha que ser buscada no exterior. O Dodge ficava parado, a não ser quando se conseguia um acessório parecido de um outro modelo indicado pelo mecânico. Enjambração.

Bom, o tempo passou e hoje nós temos outros tipos de veículos que são máquinas perfeitas. Fica apenas o registro de uma época que passou e a saudade das minhas lembranças.

HORÁRIO DE VERÃO

Depois de algumas idas e vindas, faz mas não faz, fica mas não fica, foi decidido que o Horário Brasileiro de Verão continua a vigorar. Neste ano a partir de 15 de outubro. Entre prós e contras, viamonenses se manifestam, como este recado que recebi do leitor Ernani Marimon:

“Respeitados os fundamentos que criaram e comprovaram os benefícios do horário de verão, cabe esclarecer que a realidade de hoje é diferente daquela que comportava o estabelecimento da referida mudança de horário. Na época em que foi criado (início do século passado), o consumo de energia se restringia, quase que exclusivamente, na luz elétrica (filamento incandescente), mais tarde incluiu os motores, chuveiros, estufas e aparelhos de ar condicionados. Atualmente, as indústrias, comércios, hospitais, escolas e repartições públicas, são os responsáveis pela maior parcela de consumo de energia no País….” “…. os maiores picos de energia elétrica ocorrem à tarde e não à noite conforme o que está preconizado nas planilhas utilizadas nos demonstrativos do horário de verão, onde é, hipoteticamente, calculada uma economia de 5%. Além de ter-se tornado ineficaz, cumpre ressaltar os inúmeros inconvenientes que acarreta o horário de verão…” “…Face ao exposto, propõem-se a revogação do ato que instituiu o horário de verão, a fim de manter-se um critério único do fuso horário, com isonomia entre os brasileiros de norte ao sul do País”.

O BOM E O MAU

“As vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas”. (José Saramago – Escritor)

AS ÁRVORES

No dia 21 de setembro comemorou-se o Dia da Árvore. A data é uma oportunidade para uma avaliação à questão do desmatamento e como podem ser minimizados os impactos ambientais ao longo dos tempos. Medidas positivas existem para conter abusos no abate impróprio de árvores, e essas devem ser sempre incentivadas. Dados recentes dão para entender a importância dessas medidas positivas, quando índices indicam quedas significativas no desmatamento.

A análise mostra que em todos os estados houve redução e, ao avaliar os fatores que contribuíram para o desempenho redutivo, foi identificada que, além de investimentos em novas tecnologias e ferramentas de gestão por parte dos governos, o setor empresarial e os setores da sociedade também passaram a apostar mais em ações que estimulam a valorização da manutenção das árvores.

Há um destaque para o trabalho de empresas que apostam em parcerias com as suas comunidades por meio de treinamentos e capacitações, e que ensinam que é possível extrair frutos e sementes da biodiversidade sem agredir o meio ambiente.

Aliás, segundo os profissionais ligados ao ramo, os modelos usados nos negócios são replicados em diferentes setores da economia, pois grande parte dos produtos utilizados deriva, de certa forma, da transformação de matérias-primas originadas na natureza. Assim sendo, busca-se, por meio da conservação dos recursos naturais, que o país tenha condições de ampliar o valor do patrimônio genético e de contribuir para desaceleração do aquecimento global.

Diante dessas condições, é possível notar que o caminho segue na direção correta, porém ainda temos que fazer muito para que o desmatamento seja cada vez menor em nosso país. Ao mostrar modelos positivos de manutenção das florestas, é ressaltado que as áreas verdes sempre serão uma perpétua fonte de renda, capaz de contribuir com a saúde do planeta e restaurar a sustentabilidade das comunidades.

A certeza é que qualquer espécie viva depende das árvores para garantir a sua sobrevivência.

 

 

 

 

 

 

 

 

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