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Futebol 2017

(CRÔNICA DE PANO TERRA)

  • Tento poupar meus 17 leitores (eram 18, mas o seu Genito morreu) de assuntos como futebol, mas às vezes, como canta Gonzaguinha “não dá para segurar”. O Internacional que ano passado obedeceu “ipis literi” o que diz a cartilha para cair para a 2ª divisão, este ano faz tudo para se comportar como um time de tal divisão. Tem 2 pontos em 9 disputados no Gauchão, porém ganhou as duas da 1ª Liga (que é como uma nota de 3 reais: não vale nada!). Assisti ao jogo treino no Vila Ventura e fui à partida contra o Fluminense. O time é muito ruim. O gramado do Beira-rio já está parecendo um gramado de 2ª divisão. Tá horrível. Os jogadores que foram protagonistas da “barca” que nos levou à segundona deveriam ser todos dispensados.  Até os acertos (raros) da antiga gestão mascaram erros. É claro que Danilo Fernandes deve ficar. Mas é bom lembrar que o titular da Seleção Brasileira não é Danilo, é Alisson. Vendido por meia dúzia de moedas ano passado. Paulão e Ernando devem ser imediatamente dispensados. Assim como Fernando Bob, Fabinho, Eduardo Henrique, Andrigo e Ferrareis. Um time em reconstrução se reorganiza de trás para frente, da defesa para o ataque. Temos Danilo e Lomba, Ceará e Junio (Alemão é comum) e do outro lado Uendel e Carlinhos. Tive poucos minutos de conversa com Roberto Melo, o homem forte do futebol. Supliquei a dispensa de Geferson e Artur. Pelo visto me ouviu. Que ouça de novo. Não é possível que na Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai não haja um único zagueiro razoável! Neris não existe. Klaus, Ortiz e Eduardo, qualquer um desses, ao lado de um gringo bom, cresce. Dourado é outro que tem que ser mandado embora. Podem ficar Anselmo e Charles. Precisamos de outro meia para jogar e revezar com Seijas, D’Alessandro e Valdívia. O Internacional de 2017 já melhorou em algumas coisas: dispensaram conselheiro, diretor e cônsul de 2ª divisão, mas parece que há um mistério insondável que impede o clube de ter bons atacantes. Só se salva o Nico. Aylon, Roberson, Diego, Brenner e Ariel, com todo o respeito que merecem, não podem vestir a camiseta de um clube que já teve Larry, Bodinho, Valdomiro, Claudiomiro, Fernandão, Pato, Sóbis e Nilmar. Quanto ao treinador, nem sei o que pensar. O Fluminense veio aqui com 8 reservas (poupou Wellington Silva, acreditem!) e ele jogou com três volantes. Contra o Caxias (empate em casa) também. Esse rapaz parece tomar sopa de garfo. Alguém tem que avisá-lo que este Internacional, que ele circunstancialmente treina, é gigante. É aquele que ganhou do Barcelona.
  • Quanto ao coirmão, acostumados à miséria, a não ter nem estádio, à falta de títulos (que conquistam de 15 em 15 anos), pelo nível das contratações parecem que eles também foram rebaixados. Deve ser o costume.

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