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Independência

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS, JORNALISTA)>>>>>

INDEPENDÊNCIA ==

Pode-se dizer que o Brasil é um país que tem muita sorte. Não temo vulcões, não temos geleiras que se derretem, não temos tsunamis, não temos… Ah! Temos boa produção agrícola, pois 95% do território nacional é aproveitável para tal. O povo? Jamais deixou de pagar impostos, os maiores de mundo, recebendo em troca 50% de serviços obrigatórios, e olhe lá!

Mesmo com estas particularidades entusiasmantes, políticos incompetentes e matreiros conseguiram arranjar crises. Precisou de um pouco mais de 15 anos para o país ser derrotado e atolado por uma quadrilha política que já faz inveja a malvados de outros países. Mas o Brasil tem sorte: sobrevive. Um país onde, por exemplo, sindicatos recebem bilhões do governo e a pelegada não precisa prestar contas do dinheiro recebido. Nossa democracia virou piada e as quadrilhas bem formadas levam tudo o que o povo produz e o povo continua pobre, trabalhando de sol a sol, mas carece de melhoras na educação, na saúde, na segurança, na…

Empresários precisam suar e suar para serem bem-sucedidos. Temos um monte de políticos, milionários e bilionários, que nem sabem o que é trabalhar. Temos desempregos aos borbotões, empresas inadimplentes, mas na máquina do comando brasileiro há nababescos milhares de assessores dos políticos que não trabalham. Mas o que acontece de pior neste país sortudo?  O povo espera que a Justiça se ajuste nas engrenagens e seja rápida na prisão destes larápios.

Mas o Brasil tem sorte desde a independência? Vejamos. Do livro “1822”, de Laurentino Gomes, retirei alguns pedações de textos para que o leitor faça suas avaliações.

O destino cruzou o caminho de Dom Pedro em situação de desconforto e nenhuma elegância. Ao aproximar-se do riacho Ipiranga, às 16h30min de 7 de setembro de 1822, o príncipe regente, futuro imperador do Brasil e rei de Portugal, estava com dor de barriga. A causa dos distúrbios intestinais é desconhecida…”. Segundo relatos de Manuel Marcondes de Oliveira Melo, da guarda de honra do imperador: “…a intervalos regulares Dom Pedro se via obrigado a apear do animal que o transportava para prover-se no denso matagal…” Ao contrário do quadro da independência…”foi portanto, como um simples tropeiro, coberto pela lama e a poeira do caminho, às voltas com as dificuldades naturais do corpo e de seu tempo, que Dom Pedro proclamou a independência do Brasil. A cena real é bucólica e prosaica, mais brasileira e menos épica do que a retratada no quadro de Pedro Américo…”

“Quem observasse o Brasil em 1822 teria razões de sobra para duvidar de sua viabilidade como nação independente e soberana…” “…Era uma população pobre e carente de tudo, que vivia à margem de qualquer oportunidade em uma economia agrária e rudimentar, dominada pelo latifúndio e pelo tráfico negreiro…” “…Para piorar a situação, ao voltar para Portugal, no ano anterior, o rei D. João VI havia raspado os cofres nacionais. O novo país nascia falido…” “…As perspectivas de fracasso, portanto, pareciam bem maiores do que as de sucesso…”

Aos 24 anos, Dom Pedro era aclamado Imperador do Brasil. Independizou um país falido e que tinha tudo para dar errado. Mas o Brasil é um país com muita sorte e, apesar de haver uma ladroagem geral dos altos escalões, o povo acredita nesta querida e amada terra.

VIAMÃO MOSTRA TALENTOS

Nem todos os setores da economia brasileiras estão com resultados positivos. Mas há os que demonstram que o Brasil que produz pode fazer diferença. A referência é o segmento agropecuário que vem puxando os indicadores econômicos para cima, ou seja, está o Brasil se fortificando através do agronegócio.

O empresariado do setor resolveu tomar para si a condução dos negócios e dos resultados acreditando em seu potencial e capacidade. Os esforços aprimoraram os produtos, melhorando fluxos produtivos e facilitando os negócios, além da melhor qualidade da vida dos consumidores.

Essa é a realidade do segmento agropecuário. Com base nas lições das próprias experiências, conseguiram os empreendedores assimilar e incorporar a máxima de que era necessário generalizar plantação e criação. Houve inovações nas empresas, transformando-as em celeiros de talentos, acompanhando o avanço da tecnologia do setor. O ambiente nunca foi tão propício à inovação e à melhoria de produtividade. E o resultado não poderia ser outro: máquinas com muito mais valor agregado, conectadas e alinhadas com os desafios do mercado e, também, uma melhor qualidade do gado, com diversidade e aproveitamento.

Dito assim pode parecer que as coisas aconteceram por simples vontade. Não, os investidores precisaram se reinventar e criar ambientes propícios à inovação, assumindo a verdade de que excelência se atinge com melhoria contínua.  E a palavra de ordem é não se acomodar nem esperar socorro em medidas governamentais. O maior desafio a ser enfrentado é como administrar a inovação, desenvolver e reter talentos.

Falou-se em talentos. Pois esta evolução no setor propiciou o aparecimento de novos gestores e outros profissionais que utilizam a agropecuária e seus produtos para mostrarem suas capacidades. Recentemente foi encerrada mais uma edição da Expointer. E o que se viu? Nosso município se fez presente com uma boa representatividade, o que dá a noção de que Viamão está no rol do crescimento do setor no Estado. Prova disso, é a quantidade de prêmios que nossos produtores/expositores amealharam nas diversas competição que aquele evento e a imprensa oferecem aos que mostram os melhores produtos e as melhores apresentações, em provas que utilizam animais e em avaliações técnicas que classificam o produto apresentado. Só para citar alguns, Viamão ganhou prêmios de campeão na produção de equinos (Mangalarga e Quarto de Milha), na criação de pôneis e, repetindo prêmios de ouras exposições, na produção de coelhos e chinchilas. Além disso, ginete viamonense ganhou o Freio de Ouro, a Fazenda Quinta da Estância recebeu prêmio pelo agronegócio e meio ambiente e o Núcleo Viamão de Cavalos Crioulos recebeu premiação destaque do Conselho Regional de Veterinária do RS.

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