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Inter: Zago e o desafio da obviedade

(LEIA NO BLOG DOS ESPORTES – SAUL TEIXEIRA – JORNALISTA)>>>>>

Os melhores!

A simplicidade, às vezes, é mais representativa que a sofisticação. No caso de Antônio Carlos Zago à frente do Inter é, inclusive, questão de sobrevivência. Embora o ex-camisa 3 sofra pela ausência de um “legado” minimamente aproveitável da temporada passada, o treinador sucumbe por cometer erros primários, sobretudo nas escolhas nominais. Independentemente do sistema tático adotado, a “regra 1” do futebol precisa ser… escalar os melhores, sempre!

Losango

O esquema tático colocado em campo na vitória contra o Fluminense no Beira-Rio, pela primeira Liga na semana passada, corrigiu um dos equívocos das primeiras partidas do Inter de Zago: garantiu mais liberdade a D’Alessandro e excluiu o camisa 10 das tarefas mais pesadas de recomposição ― é irresponsabilidade escalar o argentino aberto à direita tendo como tarefa, sem a bola, acompanhar o lateral-esquerdo adversário. Formatado no 4-3-1-2, ou 4-4-2 losango, como queiram, o Inter defendeu-se com três volantes, tendo Valdívia, sempre que possível, recuando para formatar as duas linhas de quatro na fase defensiva. Eis um interessante ponto de partida.

Estratégia

No futebolês existe uma diferença gritante entre esquema tático e estratégia. Contra o Fluzão de Abel Braga, por exemplo, o Inter adotou como plano de jogo ceder a bola ao adversário e explorar os contragolpes. Entretanto, ao repetir a mesma estratégia contra o Caxias, o time fracassou. Elementar meu caro treinador! Contra adversários teoricamente inferiores tecnicamente, será missão do Inter propor o jogo. Aliás, essa será a tônica ao longo de toda a Série B e deverá ter mais um aperitivo contra o Princesa de Solimões (AM) pela Copa do Brasil, nesta quarta-feira (15/02), em Cascavel. Por essas e outras, Zago está esboçando o retorno para o 4-2-3-1 contra a equipe amazonense (leia mais à frente).

Função x posição

Contra o Fluminense, Zago escalou Anselmo à frente da zaga, tendo Charles e Dourado numa segunda linha, com D’Alessandro fechando o setor ― Valdívia também flutuava vez que outra pela faixa de armação à esquerda. Na relação função x posição o resultado foi satisfatório: Charles e Dourado somaram-se a D’Ale na armação – inclusive uma tabela entre ambos foi o que originou o gol da vitória. Contra o Caxias, porém, Zago revogou o acerto e prendeu Charles. Como consequência, Dourado à direita e Anselmo à esquerda deixaram o Inter “engessado”. O problema foi amenizado somente com a migração de Uendel para meio, com Carlinho na lateral canhota.

Futuro

O 4-4-2 losango é uma alternativa interessante para legar liberdade para D’Alessandro. O problema tem sido as escolhas individuais e a relação função x posição ― Anselmo, por exemplo, não pode atuar solto, jamais! Dourado deve ser o camisa 5 da gema. Charles precisa ter liberdade para fazer o box-to-box à direita. No lado oposto, somente problemas extracampo (é apenas uma suposição, não temos essa informação) justificam a não utilização de Seijás. No ataque, Valdívia, Carlos, Nico e Diego disputam duas vagas. Roberson, após receber sequência e fracassar, precisa “refletir” no banco de reservas.

Sinal vermelho

É público e notório que D’Alessandro não tem condições físicas de atuar duas vezes por semana. Por mais que futebol se faça com rotina, sequência, insistência, é preciso dosar a utilização do camisa 10.

Copa do Brasil

Pela Copa do Brasil, Zago está esboçando o time no 4-2-3-1 tendo Diego e o lateral Carlinhos pelos flancos como extremos, com D’Ale centralizado. No ataque, o jovem vindo do Atlético-MG Carlos, de atuação relativamente boa contra o Caxias. Na volância, os ‘melhores’ Dourado e Charles. Pode dar liga! Principalmente por “ocupar” melhor os espaços na fase defensiva: sem a bola, a tendência é que time migre para o 4-4-2 com Diego e Carinhos recuando para a linha dos volantes. Valdívia na vaga de Carlinhos deixaria o time mais agudo. Porém, como está voltando de lesão, o camisa 29 ainda não está pronto para cumprir as tarefas de recomposição necessárias para os extremos (pontas).

Boa sorte aos vermelhos!

Foto: Internacional oficial / Ricardo Duarte

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