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No duelo entre o “analógico” e o “digital”, Grêmio encaminha o Tri graças a qualidade técnica

(LEIA NO BLOG DOS ESPORTES – SAUL TEIXEIRA-JORNALISTA)>>>>

Falta pouco

Com a vitória de 1 a 0 contra o Lanús, o Grêmio está a um empate do inédito tricampeonato da América para o futebol gaúcho. Entretanto, o resultado foi infinitivamente superior a atuação. Para o jogo de volta, Renato precisará legar alguma imprevisibilidade ao futebol do Grêmio. Sempre que é bem marcado, os tricolores carecem de repertório e de alternância tática. Por mais contraditório que pareça ― estando a um mísero empate da maior Glória das Américas ― às vezes o tricolor acusa a falta de um treinador com conceitos mais modernos e arejados.

Protagonismo

Mesmo que seja um treinador “analógico” no aspecto tático, Renato foi protagonista da vitória pelas trocas realizadas. O ingresso de Cícero na vaga de Jaílson demonstrou ousadia e acerto do comandante. Além de qualificar a saída de jogo, o camisa 27 foi autor do gol por ingressar na área como elemento surpresa ― algo que Arthur também deveria ter feito ao longo da partida. A troca de Jael por Barrios afortunadamente reavivou o sistema ofensivo. Somente Éverton ― defendido neste espaço entre os 11 ― conseguiu fazer menos que Fernandinho.

Futebol digital

Jorge Almirón é da escola de Bielsa e Sampaoli. Os argentinos compensaram a desvantagem técnica com organização e alternância tática. No segundo tempo, quando o Grêmio adiantou a marcação e sufocou os hermanos, o Lanús sucumbiu. Mesmo que pratique “futebol digital”, há poucas infiltrações ofensivas, raramente alguém passa da linha da bola. Neste cenário, a posse de bola se torna improdutiva e ilusória.

Herói e vilão

Marcelo Grohe parece ter herdado a camisa 10 de Douglas. Se o Tri da América for consumado, o Grêmio já tem o seu herói definido. No outro lado da moeda, Luan foi notícia somente pelo seu moderno bigode. É impressionante a timidez do camisa 7 em grandes jogos. Por maiores que sejam suas qualidades técnicas, falta sangue e sede pelo protagonismo.

Apito “inimigo”

No eterno “os erros de arbitragem ocorrer para todos os lados”, desta feita os prejudicados foram os brasileiros, que tiveram duas penalidades não assinaladas. Entretanto, mais que preocupação com a arbitragem, o Grêmio precisa saber o porquê deu apenas dois chutes a gol em plena Arena. Alô, Renato!

Resumo da ópera

Pela qualidade demonstrada no primeiro tempo em Porto Alegre, é claro que o Lanús reúne condições de devolver a vitória em seus domínios. O Grêmio, porém, atua infinitamente melhor fora de casa, quando joga distensionado e podendo exercer o modelo reativo. Leia-se: fechado e explorando os contragolpes. Pela necessidade do resultado, os argentinos terão que se expor mais e, logicamente, deixarão espaços. O sonho do Tri nunca esteve tão perto.

Literalmente…

Boa sorte a nação de três cores!!!

Foto: Lucas Uebel / Grêmio oficial

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