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O furacão e as mulheres

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS, JORNALISTA)>>>>

O FURACÃO E AS MULHERES ===

Felizmente não temos no Brasil catástrofes climáticas tão devastadoras como estas que ocorrem em outras partes da Terra. Como estes furacões e terremotos que estão atingindo as Américas Central e do Norte, com aflição e destruição nas zonas do Caribe, do México e dos Estados Unidos. Temos, volta e meia, tornados com magnitude de ventos em torno de 120 km/h, bem diferente dos furacões que são medidos em escalas pela velocidade que chegam a quase 300 km/h. Há ainda os terremotos, como este que sacudiu o México matando centenas de pessoas, que acontecem na América do Sul também e que, parece, segundo relatos, são sentidos levemente em alguns estados brasileiros. Nossos mais dolorosos desastres são com relação a deslizamentos e inundações, também fatais e lamentáveis.

Traz-me a este assunto um papo que ouvi, quando as pessoas reunidas perguntavam-se por que é dado o nome um nome feminino aos furacões? Confesso que fiquei curioso e fui pesquisar. Trago para os leitores alguns dados a respeito, já que ainda ronda o Caribe o furacão Maria depois de haver passado por lá o Irma, segundo furacão mais poderoso registrado na história do Atlântico, segundo pesquisadores, com ventos de cerca de 297 km/h.  Nos relatos constam que outros fenômenos famosos pelos efeitos desastrosos já passaram por lá como o Katrina, o Fiona, o Santa Ana, o Arlene, o Kátia e outros com nomes femininos.

Segundo os cientistas, usar nomes humanos, ao invés de números ou termos técnicos nas tempestades, tem o objetivo de evitar confusão e tornar mais fácil os alertas. A lista dos nomes não tem nada a ver com políticos, nem se trata de homenagear pessoas que morreram. A lista de nomes para os furacões tropicais do Atlântico foi criada em 1953 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. Atualmente, estas listas são mantidas e atualizadas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU baseada em Genebra, na Suíça.

As listas dos furacões de cada ano são organizadas em ordem alfabética, alternando nomes masculinos e femininos. Os nomes de tempestades são diferentes para cada região. A atual temporada de furacões e tempestades no Atlântico, que começou em junho de 2017, já passou por Arlene, Bret, Cindy, Don, Emily, Franklin, Gert e Harvey até chegar a Irma, Jose e Katia. As listas são recicladas a cada seis anos, o que significa que, em 2023, Harvey ou Irma podem aparecer novamente.

Para encerrar o assunto, fica o relato curioso de que o exército americano foi o primeiro a usar nomes de pessoas em tempestades durante a Segunda Guerra Mundial. Os soldados preferiam escolher nomes de suas namoradas, esposas ou mães. Naquela época, a maioria dos nomes era de mulheres. O hábito tornou-se regra em 1953, mas nomes masculinos foram adicionados à lista nos anos 1970, para evitar desequilíbrio de gênero. Em 2014, um estudo de pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, afirmou que furacões com nomes de mulheres matam mais pessoas que aqueles com nomes masculinos, porque costumam ser levados menos a sério e, consequentemente, há menos preparação para enfrentá-los.

Viram? Discriminação mata! Se eles tivessem a Lei Maria da Penha a coisa seria diferente…

PEDESTRES E CONDUTORES

Estamos na Semana Nacional do Trânsito. Trazendo a brasa para o nosso assado, com muita razão, Viamão é exemplo de programação preparatória e de divulgação, alcançando as salas escolares com instruções e orientações para as crianças com relação ao tema. Aliás, o tema trânsito é vasto mas a principal atenção diz respeito à orientação àquela camada da sociedade que daqui alguns anos estará apta à direção de veículos, pois aprendendo agora como pedestres serão responsável lá adiante.

Vamos ao óbvio. É evidente a necessidade da utilização de veículos automotores em termos de deslocamento e eficiência. Cresce a população e, com ela, o número de veículos nas ruas aumenta. Mas este aumento inevitável acarreta muitas consequências gravosas à saúde da população, pela poluição, e a vidas humanas pelo desrespeito às leis do trânsito. O impacto negativo é de dimensão tal que só encontra paralelo nos benefícios que proporciona. Um número considerável de famílias brasileiras já perdeu membros em razão de acidentes automobilísticos.

O problema do trânsito no Brasil, hoje, deveria ser considerado como de segurança nacional. Daí a preocupação para regulamentá-lo, sempre buscando adaptá-lo às legislações brasileiras, buscando uma alteração na própria realidade. A Constituição Federal, em seu artigo 23, parágrafo XII, atribui competência comum às entidades federadas e municipais para: “estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.” Trata-se da chamada competência concorrente comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Daí a necessidade de substituição do Código Nacional de Trânsito, instituído em 1966 pelo atual Código de Trânsito Brasileiro. É nele que se flagra o regramento detido da tão esperada educação e segurança do trânsito. Por óbvio, a necessidade de educação para a segurança do trânsito pressupõe a existência de condições materiais de segurança dos equipamentos comuns a todos os que se utilizam de veículos.

Enfim, deste modo, os problemas de trânsito existentes, assim como a maioria dos problemas de massa, encontram solução no respeito aos direitos que uns tem nos outros, ou melhor, no simples respeito aos deveres impostos a cada um de nós.

Isso implica dizer que o pedestre que pretende ver seu direito de trafegar com tranquilidade e segurança corresponde ao correlato dever de, por exemplo, atravessar na faixa de pedestre ou andar na calçada (e não na rua). Ou ainda, o direito de exigir uma sinalização correta que corresponde ao correlato dever de andar com velocidade compatível com a permitida ou no uso do cinto de segurança.

É justamente assim que o problema do trânsito se atenuará: com a conscientização da própria população (pedestres e condutores) de que suas condutas devam se ater ao respeito às normas de trânsito e aos deveres inerentes a cada um.

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