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O que jantamos na Páscoa?

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS, JORNALISTA)>>>>

O QUE JANTAMOS NA PÁSCOA? ====

O convite chegara com mais de uma semana de antecedência. Nada rebuscado. Um bilhete simples. Para um jantar.

No dia marcado lá estava na casa do casal amigo. Era o aniversário, 15º, do seu filho único. Também estavam presentes alguns outros poucos amigos convidados. Não passava das 10 horas quando foi servido o esperado e apreciadíssimo manjar.

Era um domingo e ali, no terraço da residência, soprava sobre nós e a mesa farta, uma brisa gostosa de pós-chuva. Vieram os costumeiros brindes com votos de felicidades ao aniversariante e depois deitamos o garfo nas guloseimas. Muito bom!

Durante o jantar, nas conversas, salientava-se aquela que dizia respeito ao evento que se comemorava e principalmente sobre as qualidades do jovem aniversariante. A mãe enaltecia os dotes do filho, exemplar, estudioso. O pai, por suas razões, puxava mais pelo lado masculino da questão. Para ele o filho, a partir daquele instante, passava a ser um homenzinho, com personalidade mais ou menos formada, e que não acreditaria mais em fantasias de Papai Noel, coelhinho, etc., etc.

Terminado o jantar, os comentários elogiosos sobre o mesmo arrastavam-se através das sobremesas. Já passava da meia-noite quando todos se propuseram a deixar o casal e o aniversariante.

Fomos embora, cada um para o seu lado. Quando me encontrava só algo esquisito passou pelo meu pensamento e, sem querer, um arrepio se espalhou pelo corpo. É que, durante as conversas nos comes e no pós, não pude constatar que havia participado de um trágico jantar. Acabara de cair a ficha.

Querem saber por quê?

Era domingo. Domingo de Páscoa. Sabem o que jantei? Coelho. Jantei coelho! E a sobremesa, servida em bandejinhas, ovinhos de chocolate.

A conversa e as razões do pai do aniversariante em afirmar que o filho não mais acreditaria em fantasias, se tornaram algo trágico e real. Pensando bem, algo cruel, como aquele jantar. Jantar no qual, eu, os amigos, o casal e o aniversariante, sepultamos em nossos famintos estômagos o símbolo e a fantasia da Páscoa.

Trágico e irônico momento…

LEMBRANÇAS

Não faz muito, havia um deputado federal, hoje na cadeia por envolvimento na corrupção generalizada da política brasileira, que vinha a Viamão e, ajudado por correligionários vereadores locais, prometia e cumpria a doação de algumas verbas para equipes do futebol local.

Ou seja, tem gente vestindo a camiseta e batendo uma bolinha a sombra da grana do petrolão, do mensalão e de outras rapinas mais.

Ah! Tem outra. Viamão escapou de estar nas manchetes. Uma das acusações contra o ministro Eliseu Padilha diz que ele deu uma f aturada nas obras de extensão do Trensurb para cidades do vale do Rio dos Sinos. Pois no final dos anos 1990, no andar dos anos 2000, início do século XXI, Padilha, então Ministro dos Transportes de FHC, disse que poderia trazer uma linha do Trensurb para Viamão. Isso num discurso para amigos, partidários e imprensa reunidos num restaurante em Viamão.

Isso não se concretizou, Padilha sumiu de Viamão e o município não colaborou na fatura.

Pois é! Aí eu me lembrei de uma citação de Lula num de seus tantos comícios: “O combate à corrupção é uma faxina. Quando você começa a limpar o que mais aparece é lixo: atrás da porta, debaixo dos móveis…”

Lula esteve aonde?…

O DOENTE BRASIL

O Brasil está vivendo como se estivesse num surto de doenças. Um estado político depravado e corrupto que exige pronta intervenção. Militar, não! Uma intervenção inteligente, limpa e democrática, sim!

Em momentos como este em que vive o país a solução é buscar a estabilidade, a recomposição das instituições que foram despedaçadas e a entronização de forças consensuais, ou seja, aquelas que pensam apenas no bem da Nação.

Não é descabida a discussão sobre reformas sociais, mudanças no sistema previdenciário, aposentadorias, etc., mas o atendimento crucial e momentâneo, o olhar primeiro e já, deve ser sobre a cura das feridas que estão abertas, provocadas por bandidos que buscaram seus interesses, e de vivos terceiros, saqueando a Pátria.

O tempo é fator preponderante para tirar o país da UTI aplicando-lhe remédios justos e jogando no lixo as causas que provocaram sua doença, e seus causadores.

Desculpem a dramaticidade da expressão: o Brasil sangra. E, assim, está mais que na hora de reformar a casa, de tapar as feridas abertas ao longo dos tempos. Seriamente machucado o país procura um pronto atendimento e o tratamento adequado. Lamentavelmente estamos andando numa corda bamba e o povo, com certeza, não quer entrar em conflito civil. Quer, o brasileiro, que a democracia consiga bloquear tal situação levando o Brasil para o lugar adequado na História, sem arranhões, e sim com prevalência da justiça.

Parâmetros de convivência futura com lisura, com regras que sejam  rigorosamente observadas, rígidas, são os atos admissíveis para uma ação presente a ponto de não permitir a burla da democracia e do bem-estar social.

O Brasil não vai parar! O Brasil nunca parou! Sua economia, sua política e seu potencial humano e social terão continuidade com o trilhar do equilíbrio e da racionalidade.

Acreditamos que o mal será sanado. Quando? Esperamos que o mais breve possível. Vamos aguardar que novas portas se abram e delas surjam líderes capazes de tirar o Brasil do leito do hospital.

 

 

 

 

 

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