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O santo dos motoristas

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O SANTO DOS MOTORISTAS ===

Domingo pela manhã ouviu-se, pelas ruas periféricas da cidade, o estridente som das buzinas e do ronco dos motores de caminhões que espalharam-se, depois, em intensa carreata pelas ERS 118 e 040. Soube, depois, que se tratava da comemoração ao Dia do Motorista, que transcorreu a 25 de julho, a data que o calendário marca para tal efeméride e que a igreja católica consagra a São Cristóvão.

Já faz algum tempo que as formas de apresentação de calendários anuais sofreram modificações na amostragem. Ainda aparecem as tradicionais “folhinhas”, onde vem estampada uma gravura rodeada pela apresentação dos meses, fases da lua e os números dos dias marcados em preto e vermelho. Aqueles calendários tipo bloco, de onde se arrancava diariamente o número relativo ao dia anterior, raramente aparecem. Ali, além dos dias da semana, das fases da lua, havia a informação do santo do dia, da efeméride da data e no verso ainda continha pensamentos, curiosidades, charadas, piadas, etc.

Formas de calendários a parte, o que vale ressaltar é que cada dia vai lembrar um santo, como o São Cristóvão, que foi o motivo de abertura deste texto, padroeiro dos motoristas que comemoram a data de 25 de julho. Pois saibam que, segundo a lenda, Ofero, filho do rei de Canaã, nascido no século III, queria servir ao homem mais poderoso do mundo e por isso colocou sua força física a serviço até de Satanás, renegando-o porém ao ver que tremia ante a cruz. Convertido ao cristianismo por um eremita, dedicou-se a transportar, de um lado para outro de um rio, os viajantes. Um dia, levando aos ombros um menino foi afundando progressivamente sob o seu peso conseguindo, no entanto, chegar a outra margem onde o menino lhe disse: “Não te surpreenda comigo; carregastes todos os pecados do mundo”. Ofero reconheceu Cristo no menino e acabou trocando de nome, passando a chamar-se Christophoros que em grego quer dizer “aquele que carrega Cristo”. Depois foi pregar o Evangelho na Ásia Menor.

DIRIGIR E DIGERIR

O modo mais simples de conjugar o verbo é o presente de indicativo: eu dirijo, tu diriges, ele dirige… Pois os dirigentes governamentais em todo o país foram escolhidos para dirigir. Dirigir os rumos da Nação, do Estado, do Município. Se eles dirigem é porque foram escolhidos por uma maioria. Mas ao serem guindados à direção, precisam saber que deverão agir na direção daquilo que a maioria (o povo) necessita, clama e exige. Eles não podem impor aquilo que pretendem sem levar em consideração as vontades daqueles que o levaram à direção, afinal, também fazem parte daquela sociedade.

Se alguém é escolhido para dirigir, não pode simplesmente querer mandar. Quem pensa em dirigir mandando sem ouvir a opinião daqueles que estão sob sua direção, acabará por perder-se nos caminhos. Um dia estará fora, só. O Brasil de hoje está sendo dirigido por pessoas que não têm a unanimidade da sociedade.

E pelo quadro que vem sendo desenhado para o 2018, precisaremos ter o máximo de cuidado na hora de escolher aqueles que vão dirigir. Ainda teremos um bom tempo para conhecermos os novos nomes. Agora, se forem os mesmos em nível federal, sugiro votar nulo. Pois hoje, como estão as coisas, nós brasileiros estamos “digerindo” (a contragosto) aqueles que estão (mal) “dirigindo”

A REFORMA TRABALHISTA

Já faz bom tempo que se fala da reforma trabalhista. É importante saber que houve evolução das antigas leis trabalhistas que deve trazer influência positiva para o mercado de trabalho. É também importante conhecer as novidades e quais seus principais impactos para empresas e trabalhadores. Neste Editorial, a título de informação, o CR mostra dez pontos relevantes.

Por exemplo, aquilo que for tratado entre a empresa e o trabalhador vai prevalecer, pois a lei explica que o que for combinado entre patrão e empregado tem força de lei. Mas como determina a lei nacional, os contratos  podem tratar de tudo que não seja contra a lei, e no caso dos contratos de trabalho, não podem ser negociados os direitos essenciais, que são salário mínimo, férias, décimo terceiro salário e FGTS.

Cada trabalhador era obrigado a dar o valor de um dia trabalho para os sindicatos. Isso acabou. O trabalhador pode contribuir para o sindicato, desde que entenda que isso é bom para si. O sindicato agora tem que demonstrar o que está fazendo de bom e que merece contribuição.

Por outro lado, a empresa, com concordância do empregado, pode conceder férias em até três períodos, desde que um período tenha pelo menos 14 dias, e os outros dois tenham mais de 5 dias corridos.

A jornada diária poderá ser ajustada e compensada desde que essa compensação aconteça no mesmo mês e se respeite o limite de dez horas diárias, já previsto na CLT. Agora é possível negociar intervalos menores que uma hora de almoço, permitindo que o trabalhador, ao fazer menor horário de almoço, entre mais tarde ou saia mais cedo. Agora, a jornada parcial de trabalho pode ser de até 30 horas, mas não tem possibilidade de horas extras, ou é possível tratar 26 horas com a possibilidade de até 6 horas extras. Nestes casos permanecem todos os direitos trabalhistas como férias, décimo terceiro salário, FGTS, e salário mínimo.

Será permitida a terceirização de funcionários da atividade fim da empresa. E para segurança do trabalhador existem mecanismos de segurança, que proíbem que o funcionário seja dispensado e logo em seguida terceirizado.

As gestantes agora poderão trabalhar em atividades de grau médio ou mínimo de insalubridade, e deverá ser afastada quando apresentar atestado de saúde de um médico de sua confiança.

Em caso de demissão em comum acordo da empresa e do empregado, agora passa a ser legal. Por esse mecanismo, a multa de 40% do FGTS é reduzida a 20%, e o aviso prévio fica restrito a 15 dias. Além disso, o trabalhador tem acesso a 80% do dinheiro na conta do Fundo, mas perde o direito a receber o seguro-desemprego.

 

 

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