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Odair Hellmann e a missão de “reciclagem” do Inter para 2018

(LEIA NO BLOG DOS ESPORTES – SAUL TEIXEIRA, JORNALISTA)>>>

Máxima bíblica

Os deuses da bola, às vezes, escrevem certo por linhas tortas. Sem o acerto com Abel Braga, a efetivação do então interino Odair Hellmann como técnico do Inter surge como um oásis em meio as velhas e enfadonhas opções disponíveis no mercado nacional. Cria da casa, o comandante foi disparado o melhor treinador alvirrubro de 2017  ― tanto na Copa do Brasil, quanto na reta final da Série B. Chega ao maior desafio da carreira tendo conceitos modernos e arejados sobre futebol, além de ter a empatia do grupo de jogadores como maiores credenciais. Tem tudo para dar certo!

Paciência e blindagem

Entretanto, é imprescindível que a direção disponibilize reforços ao comandante e, sobretudo, que robusteça o departamento de futebol com mais experiência. Embora todos os dirigentes tenham vivência do clube, o departamento o futebol do Inter, capitaneado pelo presidente Marcelo Medeiros, é um “tanto verde” na condução da chamada “linha de frente”. Muito se fala em Paulo César Tinga. O multicampeão Muricy ramalho é outro que já manifestou desejo de voltar ao futebol, desta feita, num cargo executivo.

Conceitos

Melhor do que a aposta da direção em Hellmann foi a entrevista do novo treinador. “Precisamos honrar a tradição do Inter e jogar bem”, disse ele, mais ou menos assim. Ele também avançou ao citar alguns conceitos que pretende aplicar, tais como: posse de bola, jogo apoiado, triangulações, mobilidade ofensiva, etc. Mais do que nunca, a palavra-chave dos vermelhos para 2018 se chama RECICLAGEM!

Incoerência

A entrevista do diretor de futebol Roberto Melo que semana passada traçou o perfil do técnico desejado pelo Inter ilustra a necessidade de reforçar o vestiário. Na ocasião, Mello disse que os vermelhos buscavam um nome renomado e com histórico vencedor, em clara alusão e sedução a Abel Braga. Poucos dias depois, acaba referendando o nome de um novato que jamais exerceu a profissão de treinador.

Obviedade F.C

Nas últimas rodadas da famigerada série B, Odair justificou a confiança da direção. A primeira evolução do time, comparado a Era Guto Ferreira, foi a mudança tática. A promoção do 4-2-3-1 elevou as ações ofensivas do time e legou mais liberdade a D’Alessandro. A escalação de Camilo ao lado do capitão foi outro acerto, bem como a presença de Nico entre os 11, frente a ausência de Damião.

Porta dos fundos?

O Inter voltou à elite, fez a sua obrigação. Perfeito! Todavia, para meu singelo gosto de futebol, faltou o título, a taça, a volta olímpica e a taça no armário. Inadmissível um clube do tamanho do Internacional não ser o melhor num campeonato de nível técnico quase pornográfico. Somam-se a isso os R$ 10 milhões de investimentos com folha salarial. Os colorados pagaram vale!

Resumo da ópera

Voltando ao novo comandante, Odair já mostrou na prática, sobretudo em 2017, que tem tudo para promover uma verdadeira quebra de paradigma no comando técnico do Inter. Algo similar ao que foi feito por Roger Machado no Grêmio. Tanto que o tricolor segue colhendo os frutos até hoje. Boa sorte ao novo treinador e a nação alvirrubra!!!

Foto: Ricardo Duarte/ Internacional oficial

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