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(Opinião) CR no Dia Internacional da Mulher

Para as mulheres, tudo!

dia-da-mulherPor curiosidade, fui buscar a presença da mulher na história da Filosofia. Ali, a figura do ser feminino é discutida e demonstrada por um sujeito que não o representa. É um sujeito masculino e, por isso, talvez, é que esse fato é sempre evitado no campo filosófico.

Na mitologia grega destaca-se fortemente a presença de mulheres nas figura das deusas Artemis, Atena, Afrodite, Deméter, Hera, Perséfone, Pandora e Gaia. Embora a inteligência e o pensamento sejam representados pela deusa Minerva, versão latina da deusa Atena. Destaque-se que esta (Minerva) nasce não do corpo de sua mãe, mas da cabeça de seu pai, Zeus.

Isto demonstra, no princípio filosófico, a desvalorização da mulher. Sendo assim, na história da Filosofia as mulheres não receberam o reconhecimento, tanto é que Kant, em uma de suas passagens, afirma que uma mulher que tenha a cabeça cheia de pensamentos e conhecimentos, versando sabiamente sobre temas variados, só lhes falta a barba para expressar melhor a profundidade do espírito que ambicionam. Isto significa que o fato das mulheres se destacarem na história por sua capacidade intelectual, não era um fator suficiente para serem reconhecidas. Para isto teriam que ser homens? É a pergunta que se impõe.

O reconhecimento social das mulheres como seres pensantes foi – continua sendo? – um desafio para o equilíbrio nas relações de gênero. Diante disto, pode-se afirmar que a visão negativa do ser feminino baseia-se no entendimento, segundo o qual as deficiências, as limitações e a própria inferioridade da mulher decorrem de sua própria natureza. Ou seja, a condição inferior da mulher é vista como algo natural e, portanto, imutável. Esta visão do feminino esteve presente na história da filosofia e continua sendo um desafio para o ser humano, o qual recém começa a entender a mulher como um indivíduo dotado de razão, com o uso pleno e adequado a tudo que lhe é reservado, majoritariamente, tal qual a tudo aquilo que se reserva ao ser masculino.

As últimas barreiras que ainda se interpõem, como aquela das limitações às mulheres, já estão sendo derrubadas como o próprio Dia Internacional da Mulher, sugere: Todos os outros dias do ano não são delas também. A sociedade avança em favor da mulher, que deve continuar a luta pela igualdade.

A mulher, hoje, deixou de ser coadjuvante e assume papéis relevantes na sociedade, sem esquecer suas funções domésticas e as responsabilidades junto a família. Mas para que a igualdade seja atingida a pleno, é preciso que todos reconheçam a capacidade e a habilidade femininas. Cabe ao homem uma grande parte neste envolvimento, o qual deve abrir espaços e fazer o entrelaçamento social que levará a um sadio convívio nas tarefas atribuídas a ambos os gêneros.

Foto: Jangadeiroonline.com.br

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