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OS HERDEIROS DE UM MAR REVOLTO

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS-JORNALISTA)>>>>

OS HERDEIROS DE UM MAR REVOLTO

Um dia desses, em programa de uma rádio da capital, ouvi uma frase de um entrevistado, que nem o identifiquei, sobre o momento que o país vive. “O que temos hoje é uma herança deixada pelos nossos antepassados”, foi a citação levada ao ar.

Uma frase que, segundo me parece, é cópia de tantas outras já pronunciadas neste sentido, qual seja, de que nós somos herdeiros daquilo que nos deixaram. Nada mais sincero, nada mais justo.

Mas em cima disso fica uma pergunta: o que fizemos, o que faremos, o que estamos fazendo para consertar o que está errado e para melhorar e modernizar o que está correto?

Na transcendentalidade familiar quantas vezes ouvimos isso: “tal pai, tal filho”. Serve para equiparar com a citação levantada na rádio? Matutando sobre isso, fui pesquisar e, lendo aqui e acolá, isso e aquilo, descobri um artigo do economista Fernando Pinho – cujo título é “Pai rico, filho nobre e neto pobre” – onde ele aborda questões de herança, em todos os sentidos, inclusive as de aspectos morais e econômicos.

Ao referir-se à transmissão de heranças ele escreveu: “…a origem dos problemas foi e continua sendo a total ausência de preparo dos futuros herdeiros, visando à assunção das heranças, bem como uma incapacidade dos pais em passar aos respectivos filhos valores morais, éticos e técnicos visando capacitá-los à empreitada…”.

Com relação ao preparo dos herdeiros para levar adiante uma boa sucessão, ele entra num assunto muito sério e vivenciado no dia a dia: “…A preparação dos herdeiros para um processo bem estruturado de sucessão familiar envolve muito trabalho de todos, além da contratação de bons profissionais para assessoria, aliados ao empenho pessoal de cada herdeiro, objetivando obter alta capacitação. É estarrecedor observar que esses ´candidatos a herdeiros´ têm uma rotina de vida totalmente inadequada em relação à que deveriam ter…”.

O fato de que o Brasil mudou e que estamos vivendo um momento de dificuldades, herança que abraçamos, poderia levar-nos à oportunidade de preparar novos tempos, mas infelizmente a capacidade do herdeiros é baixa. O economista Fernando Pinho faz comparações do Brasil com outros países: “…Os próximos 2 ou 3 anos deverão ser de muita austeridade econômica no país, tanto no âmbito das Finanças Públicas, quanto dos entes privados, já que os estragos provocados pela permanentemente claudicante heterodoxia financeira (denominada Nova Matriz Econômica) foram imensos. Exatamente como ocorreu e continua ocorrendo em Cuba, Argentina, Venezuela, Equador e Rússia…”.

O bilionário norte-americano Warren Buffett, no seu livro  “A Bola de Neve”, escreveu: “É nas ressacas que descobre-se quem estava nadando sem roupa”. O mar brasileiro vive uma ressaca advinda de marés passadas e nós estamos nadando nesta turbulência como sucessores.

Por enquanto estamos vestidos…

AS LETRAS

Muitas palavras podem ter o significado modificado bastando a troca de uma letra. Há palavras que têm escrita igual mas significado diferente. Usando esta explicação e no sentido de descontrair, nada melhor do que uma piada.

Importante executivo de uma empresa escreve imenso relatório com regras a serem cumpridas. Numa reunião pergunta aos subalternos:

- Então, as  longas ordens escritas estão sendo cumpridas?

- Realmente, bem compridas, chefe – gritou um funcionário.

A DUPLA T&T

Vocês, leitores, já devem ter observado. O Presidente assumido do Brasil Michel Temer e o recém empossado Presidente dos Estados Unidos Donald Trump são exímios no uso dos gestos manuais para demonstrar, e figurar, o que falam. O que gesticulam é impressionante.

Aliás, na fala e nos gestos, se depender só da visão televisiva que se tem, Trump dá a entender que é um desalinhado temperamental. Deve espalitar os dentes com alfinete, pentear a vasta cabeleira com o uso de ancinho e vestir no inverno roupas com espinho de cactos.

BESTIALIDADE

13h20min de segunda-feira, 23 de janeiro de 2017 (ontem, portanto). Venho pela rua Francisco Vaz Ferreira Filho e sobe pela Cirurgião Vaz Ferreira um caminhão de recolhimento de lixo. No cruzamento destas duas ruas, ao recolherem o lixo, os garis deixam – por descuido e por falha mecânica – abertas as comportas que seguram o lixo no caminhão, que arranca rumo a outro destino. O lixo então esparrama-se pela rua inundando o cruzamento, com o vento ajudando no caos.

Pensam que o caminhão parou? Não! Seguiu seu caminho. Não foi só eu que fiquei abismado com o relaxamento e a bestialidade. Comerciantes, transeuntes e motoristas que passavam por ali assistiram a cena dantesca, inacreditável.

PARA NÃO CHORAR

“O mundo é dividido em dpois grupos distintos: aqueles que conseguem fazer as pessoas rirem e aqueles que riem das pessoas que as fazem rir”. (Tom Hanks, ator)

A IMPRENSA E AS REDES SOCIAIS

Para o jornalismo, não basta estar presente nas redes sociais. É preciso entender o comportamento do internauta, definir os públicos-alvo e trabalhar de forma integrada com a realidade dos fatos.

As redes sociais se atualizam muito rápido e às vezes a imprensa acaba aderindo por simples modismo, sem uma avaliação de fato, e isso pode se tornar mais negativo do que não estar em determinada mídia social. É importante saber o que se quer atingir.

Ponto importante para quem está presente nas redes sociais é saber que, apesar do público definido, existem opiniões diversas que, porventura, podem acabar gerando crises. Para minimizar esses impactos, é preciso acompanhar, planejar, monitorar e gerenciar muito bem cada plataforma. Uma das recomendações, é não apagar os comentários negativos,  mas responder de maneira criativa e atenciosa.

A integração entre as equipes de mídia social e de jornalismo é o grande e importante aspecto a observar. É muito fácil se perder nesta comunicação e o público percebe esse desalinhamento.

A presença nas redes sociais é um caminho sem volta à medida que a imprensa precisa acompanhar seu público. Ele está lá. Procura conteúdos impressos no papel também nas plataformas. Para definir o uso de jornal e de rede social: A competência está em saber escrever e saber ouvir. É preciso produzir um conteúdo adequado com os leitores, ouvir e construir um relacionamento sólido com esse público que lê jornal e busca a internet para informar-se.

 
 

 

  

 

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