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Paradoxo na barbearia

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS, JORNALISTA)>>>>

PARADOXO NA BARBEARIA ===

As barbearias e seus profissionais, hoje, apesar do ritmo tradicional de barba, cabelo e bigode, já precisam buscar, mostrar e desenvolver os pedidos das novas modas e a evolução dos estilos adotados pelos clientes.

Isso me leva a retornar no tempo e lembrar que, quando guri, cortava o cabelo com o velho Alberto, tradicional barbeiro da cidade. Os estilos de corte eram o zero, o médio e o cadete, sendo os cabelos, praticamente, arrancados com uma maquineta manual mal afiada. A barba dos adultos o Alberto cortava a navalha.

Ele trabalhava bastante. As barbearias, em Viamão, ainda não tinham muita proliferação e por muitos anos esteve fazendo aquilo que sempre soube fazer muito bem. Dizia com orgulho a todos que entravam em sua barbearia: “barbeio todos os homens da cidade, exceto aqueles que se barbeiam a si mesmos”.

Em cima desta resposta, um professor de Matemática, na barbearia, depois do tradicional papo entre os presentes, perguntou ao Alberto: “então, quem faz sua barba”? Silêncio total diante da incógnita entre a citação enfática do velho e a pergunta.

Não lembro se Alberto respondeu. A pergunta do professor para o Alberto é uma daquelas que, independente da resposta, sempre levam a um beco sem saída. Por quê? Basta pensar logicamente. Caso o barbeiro respondesse que ele faz sua própria barba então já não se pode dizer que ele barbeava apenas aqueles que não se barbeiam a si mesmos. Por outro lado, se o barbeiro responder que é outra pessoa que o barbeia, então, é mentira que ele barbeava todos aqueles que não se barbeavam a si mesmos.

Uma incógnita. Os matemáticos dão o nome de paradoxo a essas situações do tipo “beco sem saída”. Aparentemente são de um jeito, no entanto quando vamos analisá-los de perto somos levados a conclusões contraditórias ou a situações que contradizem nossa intuição comum. É por isso que os paradoxos são capazes de dar nó na cabeça de muita gente.

AS MOEDAS

Quando se faz compras a dinheiro, normalmente os trocos quebrados vêm em moedas. Estas moedas acabam numa carteirinha dentro de uma gaveta qualquer em nossa casa, num cofrinho em qualquer outro local, ou perdem-se pelas ruas e dificilmente as usamos para facilitar troco em outras compras.

Segundo o Banco Central, 35% das moedas cunhadas no país ficam fora de circulação e isso gera mais custos à União em novas emissões. Pois o Sicredi vai lançar o “Catamoeda” nas suas agências. É uma máquina personalizada que acolhe depósito de moedas em conta corrente ou poupança. Isso vai contribuir para a circulação e oferecer ganhos aos depositantes.

Uma boa ideia do Sicredi.

HOMENS E MULHERES

Ao longo do tempo, desde priscas eras, as pesquisas sobre o desenvolvimento do ser humano apontam que homens e mulheres não são diferentes apenas fisicamente. Sem novidades, fica evidente que os cérebros de ambos mostram distintas percepções. Os homens possuem mais noções para direção, como localização, orientação e posicionamento, com práticas que priorizam um foco. As mulheres têm uma visão mais periférica e apresentam maior sensibilidade, além de conseguirem realizar mais atividades ao mesmo tempo. Recentemente, universidade de Nova York realizou testes que ampliam o assunto e mostram que os homens têm mais sensibilidade para detalhes de movimentos rápidos ao distinguir figuras e as mulheres, por sua vez, diferenciam melhor as cores e conseguem enxergar melhor no escuro.

Fica o registro, principalmente aos machistas ainda existentes.

ENSINO E PROFISSÃO

O Brasil vive um momento em que há no mercado de trabalho um número elevadíssimo de desempregados. Além da situação insegura da economia e da política, citada como principal causa disso, aflora um outro aspecto que pode se juntar a essa insegurança, que é a questão do modelo da educação aplicado nas escolas em todos os níveis a qual não está disponibilizando profissionais aptos ao mercado empresarial.

O IBGE divulgou, recentemente, a informação de que a taxa de desemprego do 3° trimestre de 2017 está em 12,4%, o que significa que cerca de 13 milhões de brasileiros estão sem ocupação no mercado de trabalho. Indicador que traz um grande desafio social e econômico para a sociedade brasileira, e que não é motivado apenas pela atual situação econômica do país, mas também pela falta de capacitação para atuar no crescente mercado digital e globalizado, altamente competitivo e que exige habilidades e competências diferenciadas.
Um dado preocupante é que a falta de formação profissional está levando à alta taxa de mortalidade de empresas. Estudo sobre sobrevivência de empresas divulgado em 2016 pelo Sebrae aponta que em média 23% das empresas não completam dois anos de abertura, e 50% não chegam ao quinto ano de atividade. Algumas das justificativas para a falência dos negócios e não ocupação dos postos de trabalho poderiam ser extinguidas se a educação empreendedora fosse melhor difundida no país.

Onde a Educação se enlaça com este assunto? Pois, segundo profissionais de economia e de ensino, durante muitas décadas o sucesso profissional no Brasil esteve ligado diretamente ao diploma. Um histórico que teve início no século 19, quando as famílias ricas mandavam seus filhos estudar na Europa. Desde então, mais do que o status social, um curso superior sempre foi considerado uma ferramenta fundamental para uma vida melhor em um país subdesenvolvido. O sonhado diploma abria as portas do mercado de trabalho. Estes mesmos profissionais fazem uma projeção para o futuro dizendo que a maioria das profissões que conhecemos irá desaparecer em menos de uma década, que nesse mesmo tempo mais da metade dos postos de trabalho existentes hoje serão exercidos por máquinas e que todo o conhecimento acadêmico do mundo está online e acessível na palma da mão. Salientam que o ensino universitário atual está ficando ultrapassado e que seria necessário estruturá-lo. E completam que a necessidade é uma escola de formação rápida e prática, com os cursos mais inovadores e que incentivam o aluno a ir além do que já foi em busca de uma profissão.

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