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Pega na mentira

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS, JORNALISTA)>>>>

PEGA NA MENTIRA ===

Alguns meses do ano têm o primeiro dia dedicado a uma comemoração e de lembrança de alguma coisa que faz parte da vida de cada um de nós. O 1º de janeiro marca o início do ano e é o Dia da Fraternidade Universal. O 1º de novembro é Dia de todos os Santos. Em maio o Dia do Trabalho é o primeiro. Agora, aquele considerado o mais hilário é o 1º de abril, o Dia da Mentira.

Pesquisadores saíram a campo para saber quais as “informações mais duvidosas”, as mais contadas e comentadas. Surgiu uma vasta lista engraçadíssima quando foram selecionadas as trinta “mentiras” mais conhecidas. Vejam:

ADVOGADO: Esse processo é rápido; AMBULANTE: Qualquer coisa volta aqui que a gente troca; ANFITRIÃO: Já vai? Ainda é cedo!; ANIVERSARIANTE: Presente? Sua presença é mais importante; BÊBADO: Sei perfeitamente o que estou dizendo; CASAL SEM FILHOS: Visite-nos sempre. Adoramos suas crianças; CORRETOR DE IMÓVEIS: Em seis meses colocarão água, luz e telefone; DELEGADO: Tomaremos providências; DENTISTA: Não vai doer nada; DESILUDIDA: Não quero mais saber de homem!;  DEVEDOR: Amanhã, sem falta!; ENCANADOR: É muita pressão que vem da rua; FILHA DE 17 ANOS: Dormi na casa de uma colega; FILHO DE 18 ANOS: Antes das 11 estarei de volta; GERENTE DE BANCO: Temos as taxas mais baixas do mercado; INIMIGO DO MORTO: Era um bom sujeito; JOGADOR DE FUTEBOL: Vamos continuar trabalhando e forte; LADRÃO: Isso aqui foi um homem que me deu; MECÂNICO: É o carburador; MUAMBEIRO: Tem garantia de fábrica; NAMORADA: Pra dizer a verdade, nem beijar eu sei; NAMORADO: Você foi a única mulher que eu realmente amei; NOIVO: Casaremos o mais breve possível!; ORADOR: Apenas duas palavras…; POBRE: Se eu fosse milionário espalhava dinheiro pra todo mundo; RECÉM-CASADO:  Até que a morte nos separe; SAPATEIRO: Depois alarga no pé; SOGRA: Em briga de marido e mulher não me meto; VAGABUNDO: Há três anos que procuro trabalho mas não encontro; VICIADO: Essa vai ser a última.

ENXERGANDO A MENTIRA

Tem um ditado que diz: “Coração dos outros é terra que ninguém pisa”. Como ninguém (ou a maioria) não tem o poder de ler as mentes, o melhor é recorrer à psicologia para saber quando alguém está falando a verdade ou a mentira.

Pois em cima disso, apareceram dez formas de saber se as palavras ditas são verdadeiras ou mentirosas, observando apenas os gestos dos “Pinóquios” com quem falamos.

1- Especialistas são bem claros: se uma pessoa diz que sim, mas faz sinal que não com a cabeça, a afirmação é provavelmente uma mentira; 2- Coçar o nariz com as mãos e os dedos é um ato do subconsciente próximo a tentar esconder a boca e isso também pode indicar uma mentira; 3- Da mesma forma, coçar os olhos pode não ser auspicioso. Para especialistas, isso significa evitar contato visual; 4- Uma coçadinha na orelha pode significar um ato de fuga. Isso é visto como uma evolução do gesto infantil de tapar os ouvidos para não escutar aquilo que não se quer; 5- Se mexer no nariz, olhos e orelha não é um bom sinal, imagine cobrir a boca? É de lá que sai a mentira e o cérebro pode ter uma reação imediata e inconsciente de tentar impedi-la; 6- Pedir para repetir o que foi dito e responder de volta com uma pergunta é um recurso para ganhar tempo enquanto pensa. Mais uma pista de que uma história está sendo criada ali, na hora; 7- Coçar e deixar pequenos arranhões no pescoço indica inquietude e insegurança em relação ao que se diz; 8- Virar o corpo, mesmo que de modo bem sutil, para outra direção indica desejo de fuga. A situação constrangedora pode ser uma verdadeira tortura para o mentiroso. Fique atento a esse detalhe; 9- Olhar para cima e para direita ou esquerda é um forte indício de que a pessoa está criando algo em vez de acessar uma memória real; 10- Se mexer nas partes do corpo não é uma coisa boa, esconder as mãos nos bolsos também não. Quem fala a verdade não deve ter dificuldades em agir naturalmente e não se atrapalha com os membros.

ACABE COM ELA

Na minha juventude ouvia Erasmo Carlos, o Tremendão, cantar uma música que tinha assim o seu refrão: “Pega na mentira, pega na mentira/ Corta o rabo dela, pisa em cima, bate nela/ Pega na mentira…”

QUALIFICAÇÃO PARA O TRABALHO

Há pouco tempo foi divulgada pesquisa do IBGE onde mostra que 45,4% brasileiros interessados em qualificação profissional possui entre 15 e 29 anos de idade. As parcelas mais velhas da população ficaram entre 25,2% e 25,7% do total de interessados. O nível escolar também ganhou destaque na pesquisa: a maioria, 48,1%, possuía 11 anos de estudo ou mais, apontando que quanto maior o grau de instrução, maior é o interesse pela qualificação.

A urgência em ingressar no mercado de trabalho é uma das principais razões pelas quais essa preocupação é mais acentuada entre os jovens. Essa parcela da população é a que mais sofre com o desemprego atualmente. E mesmo nas modalidades mais vantajosas, como os programas de estágio e aprendizagem, eles enfrentam uma alta concorrência. Sendo assim, precisam buscar formas de se destacar e a qualificação é sua principal arma neste momento, uma vez que eles possuem pouca ou nenhuma bagagem profissional.

Um dos fatores que mais chama a atenção na pesquisa é que, apesar do número expressivo de interessados, poucos estavam realizando alguma atividade do gênero escolhido. Foi possível observar entraves que dificultam a obtenção do diploma como falta de recursos financeiros, pouco tempo para se dedicar aos estudos, etc. Embora essas dificuldades se acentuem em tempos de recessão, é preciso que o jovem mantenha-se motivado, focado na qualificação e, principalmente nas atividades mais flexíveis à sua rotina. Contudo, para aqueles que ainda não conseguiram uma oportunidade, investir em qualificação pode parecer um grande desafio, sobretudo em tempos de orçamento apertado.

Mesmo num momento conturbado de crise, mais da metade daqueles que concluíram a qualificação conseguiram uma oportunidade em sua área. Portanto, essa é, sem dúvida, a principal porta para que o jovem consiga ingressar no mercado de trabalho.

CONTA OUTRA

Surgiu, no final da semana passada, a informação vinda do centro do país, de que um majestoso cidadão, envolvido em falcatruas, levanta a bandeira para a criação de um novo partido político. Seria o “Muda Brasil”.

Espera aí! O pessoal perdeu a vergonha por completo. Eu ainda mantinha a crença de que restava algum fiozinho de esperança, mas não tem jeito mesmo. O Brasil desce o barranco com essa gentinha.

Os gritos das ruas já não ecoam mais, os bandidos estão soltos por aí e os ditos nobres políticos se aproveitam para fazer bobagens e mais bobagens. Eles se reúnem para tentar fundar novos partidos – que lhes vão fornecer mais dinheiro – e não pensam sentarem-se ao redor de uma mesa – sem cores partidárias – na busca de uma solução para a segurança, a saúde e a educação.

Durma-se com um barulho desses.

PROFISSÃO

Com muito orgulho, cursei a Faculdade dos Meios de Comunicação Social da PUCRS, a Famecos. Na mesma, meu neto mais velho acaba de formar-se jornalista. Com o correr do tempo, os jornalistas diplomados passaram a ganhar colegas sem formação alguma. Conheço muitos faceiros e risonhos semianalfabetos que ostentam o título de jornalista. Sequer passaram pela frente do prédio da faculdade.

Aliás, existe por aí uma porção de cursos em nível de faculdade chamados de “ensino a distância”. Ninguém vai à aula, estuda em casa com a ajuda do computador. Depois presta um exame e pronto, está com o diploma. Alguns cursos até podem ser nessas condições, mas os certificados deveriam ter uma tarja informativa do seu tipo de aprendizado e formatura diferenciando daqueles que cursaram, de fio a pavio, uma faculdade a valer.

Mas ouvi uma notícia e não posso acreditar. Dizem que já existem cursos de médico veterinário a distância. O quê?… Médico veterinário aprender a profissão sem ter contato com os animais? Me belisca! Será que estou acordado?…

18 VEM AÍ

Amaciados por alguns togados bocas moles e interesseiros, espertos políticos velejadores nas águas governamentais do país, como muçuns ensaboados vão escapando das forcas da Lava Jato e outras ações da Polícia Federal. Até quando, não sei! Mas vão levando, levando, levando… Aí é que mora o perigo. O 2018 vem aí!

PMDB, PT, PSDB, PP, para favorecer seus membros implicados em safadezas, procuram protelar delações e todo e qualquer tipo de processo que venha abalar as suas estruturas e, de repente, vem o período eleitoral para 2018 e aí tudo cessa e esfria a frigideira. E os larápios ficam aí, usurpando e pedindo votos.

Vocês já viram, né?… Fizeram uma solenidade de transposição do Rio São Francisco. Lula estava lá, rodeado e aplaudido por milhares e milhares de coitadinhos nordestinos beneficiados com bolsas petistas daqui e dali. Amaciam a bola e deixam o sapo barbudo livre, ah, ah, ah, ah. Ele vem com tudo em 18. E ganha! Duvidam?… E aí teremos a manutenção de toda a bandalha e a volta daqueles que estavam atrás das grades e de tornozeleiras.

Temos que ficar de olho!…

FILOSOFANDO

“O homem não é o mestre feiticeiro que julga ser. Mal passa agora de um aprendiz de feiticeiro que não mais sabe como desligar o que ligou”. (Norbert Wiener, matemático)

“Gosto do conhecimento, de conforto e de viver mais; portanto, adoro o progresso. Mas entre o progresso e a civilização, vou ficar sempre com a civilização”. (Cacá Diegues, cineasta)

“Gosto da ideia de uma divindade compreensiva e maternal, ligada à natureza, sinônimo de vida, um processo eterno de renovação e evolução”. (Isabel Allende, escritora)

SÓ RINDO

Dois amigos conversam sobre as maravilhas do Oriente. Um deles diz:

- Quando completei 25 anos de casado, levei minha mulher ao Japão.

- Não diga? O que pensa fazer quando completarem 50?

- Volto lá para busca-la…

NO RUMO DO DESENVOLVIMENTO

Há constantes pesquisas que se realizam para apurar a real situação socioeconômica da Região Metropolitana. Elas revelam que há um crescimento nos diversos setores, tanto no comércio, na indústria e na prestação de serviços. Os estudos analisam o comportamento da economia e o surgimento de novas empresas comparando com o parâmetro de aumento de demanda.
Num olhar otimista, o índice é de alta, notadamente na área de saúde, de reparação, de informática, de estética, de construção, além de serviços especializados e inovadores, que visam facilitar a vida dos consumidores, reduzir custos e otimizar a gestão e a produtividade de empresas.

Pois Viamão é um dos municípios que vem despontando nesses índices de crescimento dentre todos, estando sempre entre os dez primeiros. Lembrando que o município está entre os mais populosos do Estado e tem o sétimo colégio eleitoral, além de ser referência na produção de arroz e leite e, também, em hortigranjeiros.

Dentro de um quadro geral, Viamão não se diferenciou dos demais municípios, apresentando altos e baixos no desenvolvimento ao longo dos anos e mesmo em tempos de crise buscou alternativas para acompanhar o crescimento da economia. Notadamente, de forma acentuada nos últimos quatro anos, quando o governo viamonense procurou dar estabilidade a todos os setores de desenvolvimento, de forma a seguir neste momento num ritmo acelerado, visando o próspero futuro bem próximo.

Os números revelam a tendência de um  crescimento em todos segmentos viamonenses já para o segundo semestre de 2017, com o surgimento de investimentos em todos os setores socioeconômicos. Empreendimentos estão agendados e em breve começarão a aparecer no visual e na vida de todos os viamonenses.

CONSCIÊNCIA E BOBAGENS

Numa fria madrugada de um inverno qualquer, uma guarda noturna fazia a tradicional ronda quando, à beira do meio-fio, cambaleante, segurando-se num poste, surgiu a figura de um homem. Mal podia falar. Bêbado, trazia pendurada num dos dedos da mão uma chave que dizia ser a de sua casa.

Ali estava o exemplo vivo do boêmio. Vinha de mais uma festinha noturna. Interpelado pelos policiais, que perguntavam o que ele estava fazendo ali naquelas altas horas, conseguiu balbuciar uma resposta que parecia não tão convincente:

- Estou esperando que a porta da minha casa passe por aqui…

É uma situação conhecida e até hilária. Por que não dizer vexatória para o ser humano. Mas para alguns pensadores e estudiosos do comportamento do “homo sapiens”, esta situação serve para mostrar que um indivíduo alcoolizado, mesmo dizendo bobagens, sabe refletir sobre sua situação. No caso do nosso bêbado interpelado pelos policiais, a bobagem de esperar a sua casa que jamais passaria por ali, era o reconhecimento de que não poderia seguir adiante pelo seu estado cambaleante. Ou seja, tinha plena consciência de sua bebedeira e, em última análise, clamava pela sua casa.

Saindo da história e olhando para a realidade, vêm-me à memória momentos vividos lá na juventude e que servem para endossar o assunto. Lembro de finais de semana em que retornava para casa ao amanhecer. Antes já havia passado por diversos locais, inclusive bares da noite. Pois foi num desses lugares que encontrei dois conhecidos debruçados sobre o balcão. Entre umas e outras, que naquelas alturas já deveriam estar por volta de diversas, discutiam coisas sem rumo em meio à destilação etílica. Ofendiam-se e elogiavam-se ao mesmo tempo sem notar estavam sendo observados. Uma das frases que ouvi e guardei:

- Eu bebo mas mantenho a linha…

Isso vem ao encontro daquilo que dizem os pensadores estudiosos do ser humano. O cidadão conhece e mantém sua linha, mas quando ingere o líquido alcoólico deixa a boa conduta só na consciência pois o comportamento derrama-se na bobagem de beira de balcão.

Pelo que, abre-se o leque da recomendação, mais do que badalada: “Não abuse do álcool”. Ele nos deixa a dizer bobagens e a pensar que estamos na linha. Pois para as pessoas que entram na situação dos nossos personagens, vale uma frase: “Faça o que dizes, mas não faça o que fazes”

 

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