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Pequeno-grande país

(LEIA NO BLOG DO LEITOR – ANA CECÍLIA ROMEU – PUBLICITÁRIA E ESCRITORA)>>>>

Pequeno-grande país ====

Em férias no Uruguai, país que tenho laços familiares e afetivos e que visito desde a tenra infância, observei um cenário positivo que não via há tempos.

Obras e mais obras nas estradas, em Montevidéu – a capital do país, e no interior a caminho do litoral. Construções de cunho público e privado, ampliações de vias, reformas. Os uruguaios lotando seus restaurantes, o que antes era privilégio dos argentinos e turistas de outros países. Nas ruas, nova frota de carros em lugar dos modelos antigos, tradição no país. Lojas com clientes locais em compra. E por outro lado, pouquíssimos turistas brasileiros.

Ao assistir ao telejornal noturno “Subrayado”, do dia 2 de fevereiro, no canal 10, a matéria principal sobre economia versou a respeito do salário do trabalhador médio uruguaio correspondente a 25.000 pesos uruguaios, e que este é o melhor em 20 anos e acima da inflação do país. E que 19% das exportações são destinadas à comunidade europeia, porcentagem que está a aumentar. E ainda há de se considerar que o salário mínimo é algo em torno de R$ 1.300,00.

O jornal El País, do dia 4 de fevereiro, publicou texto de Francisco Faig, intitulado “El chivito seguro”, onde expõe sua “Teoria del Chivito” (o sanduíche tradicional uruguaio), que diz que a camada média hoje têm acesso ao churrasco semanal, ao lazer com a família na lanchonete, pagar sua moto em prestações e a desfrutar de fim de semana de veraneio, e que isso distraía os uruguaios do aumento de impostos, por exemplo. Mas afirma que o poder aquisitivo da classe popular também cresceu.

Como brasileira que tem familiares no Uruguai, afirmo que o semblante dos cidadãos deste pequeno-grande país está mais tranquilo. Que o mercado interno vivencia ótimo momento e a estima dos uruguaios está em alta ao se descobrirem consumidores do que antes lhes era inacessível. O que prova que o governo fez o dever de casa certinho nos últimos anos. E hoje, o brasileiro é quem conta as moedas para adentrar ao pequeno paraíso.

Sigamos o exemplo, apesar das devidas proporções de tamanho e facilidade em gerir este país platino em relação ao Brasil um quase continente. Porém um ‘continente’ agora notado por seus maus exemplos que o apequenam em detrimento à sua grandiosidade natural que está sendo roubada.

 

 

 

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