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Ruas do centro

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS, JORNALISTA)>>>

RUAS DO CENTRO ====

Faz pouco que escrevi aqui na coluna a respeito de indígenas que buscam as calçadas do centro da cidade para mostrar e vender seus produtos artesanais. São, na maioria, mulheres e crianças que ficam durante todo o dia expostas às condições do tempo, aos perigos do trânsito de veículos e às broncas dos pedestres.

Pois no sábado pela manhã presenciei uma cena impressionante. Duas índias e quatro crianças estavam sentadas na calçada da av. Coronel Marcos encostadas na parede da agência do Itaú. Na “taba” ali instalada estavam os objetos. De repente, um morador do edifício resolve lavar a sacada de seu apartamento e a água esguicha em cima dos indígenas. Foi um banho total e a destruição dos objetos artesanais.

Diga-se, de passagem, que nas calçadas das diversas ruas centrais, além do grupo de indígenas, há uma quantidade enorme de outros “comerciantes” que instalam seus “estabelecimentos” para venderem frutas, verduras, lenços, chapéus, cintos, discos, etc., etc.

ARMAS OU SEMENTES

Em meio a esta anarquia político-partidária e administrativa em que se encontra o país, já na mira ali adiante a eleição. Sim, em 2018 é o ano marcado no calendário do TSE para a realização do pleito para eleger governadores e vices dos estados, deputados (estaduais e federais), senadores e presidente e vice da república. E do fundo das malas endinheiradas, dos entremeios de propinas, caixa 2, delação, acusação, surge uma pergunta. Quem será candidato?

Já me fizeram várias vezes esta pergunta nos últimos dias. E o argumento é: se temos que votar precisamos de candidatos dignos, decentes, honestos e não estes nomes que estão aí. Certo. Mas… quem serão os candidatos? Volto à pergunta. Um gira-gira sem resposta momentânea.

Bom, se precisamos de candidatos que tenham os predicados arrolados acima, é certo que eles, nos seus discursos, nos transmitam ideias de um futuro dignificante para o país. Os nomes que estão aí toda hora na imprensa, são frutos que já caíram do pé e apodreceram no chão da anarquia. Se os honestos que vierem e, assim, receberem nos votos, se depois de eleitos nos mostrarem o contrário do que nos deram como ideias, seremos forçados a concordar que somos traídos a todo instante pelos políticos.

Diz o ditado: ideias não são metais que se fundem. Exatamente, cada um tem sua ideia e a transmite para as outras pessoas. Essas só irão acreditar se realmente vier a acontecer aquilo que lhe foi transmitido. Mas ultimamente as ideias expostas em discursos se transformaram em balelas. As ideias podem ser para o bem (deles) ou para o mal (nosso).

Ao escrever estas mal traçadas linhas (perdão), lembrei-me de um texto que um dia li ao folhar um dos tantos livros da minha modesta biblioteca. Este texto, que está sem autor, fala justamente sobre ideias, nossas e dos outros, que são passadas adiante e que, as vezes, prosperam na veracidade e nos atos dignos, mas que podem ser enganosas quanto às suas predestinações. Leiam:

>> ”ARMAS OU SEMENTES

Você pode apresentar as suas ideias a outras pessoas como armas ou sementes.

Você pode dispará-las ou plantá-las.

Pode ferir a cabeça das pessoas com elas ou plantá-las nos seus corações.

Ideias usadas como armas matam a inspiração e neutralizam a motivação.

Já usadas como sementes criam raízes, desenvolvem-se e tornam-se realidade na vida das pessoas nas quais foram plantadas.

O único risco da semente é este: assim que ela crescer e tornar-se parte da pessoa na qual foi plantada, você provavelmente não terá nenhum mérito por ter sido o autor da ideia.

Mas se você estiver disposto a fazer isso, sem receber mérito, terá, certamente uma colheita abundante”. >>

Dito isso, esperemos os candidatos e ouçamos suas ideias. Depois aguardemos se teremos boa colheita ou continuaremos na destruição do país.

PREVENÇÃO DE INVERNO

No calendário, oficialmente o inverno chega na quarta-feira, 21 de junho. Amanhã. Mas o frio já pegou a todos no domingo.  É uma época que divide opiniões. Alguns amam o frio, outros detestam. Porém, preferências a parte, todos possuem uma preocupação em comum: as doenças típicas dessa estação.

Nesse período, vários fatores deixam o organismo mais vulnerável a gripes, resfriados e outros problemas respiratórios. E como podem atrapalhar significativamente a rotina e, até mesmo, deixar alguém de cama, não faltam receitas caseiras para tentar a curar desses males. De acordo com a sabedoria popular, chás, sopas e canjas não podem faltar no cardápio de quem enfrenta esses incômodos. Porém, se tais pratos já fazem parte do cardápio habitual do inverno, porque é tão comum sermos pegos por essas doenças justamente nessa época do ano? De acordo com especialistas, alguns alimentos são, de fato, fortes aliados na prevenção de gripes e resfriados. Porém, para alcançar tal benefício, é preciso inseri-los corretamente na dieta.

Embora gripes e resfriados sejam causados por vírus e não, necessariamente, pelas baixas temperaturas, a friagem faz com que frequentemos lugares mais aglomerados, aumentando as chances de contaminação. Em busca de ambientes mais aconchegantes e quentinhos, costumamos manter portas e janelas fechadas, impedindo a circulação de ar e propiciando o acúmulo de agentes nocivos. Devido às condições climáticas da estação, o ar também é mais seco, facilitando a proliferação de microrganismos. Todos esses fatores fazem com que tenhamos mais contato os principais causadores de infecções respiratórias.

Além disso, por incrível que pareça, existe outro agravante: a alimentação desequilibrada. De acordo com nutricionistas, as refeições fartas do inverno não propiciam somente o ganho de peso, mas também podem dificultar o combate a doenças. Nessa época do ano, as pessoas estão mais propensas a cometer exageros na mesa, principalmente em relação à ingestão de açúcar, gorduras trans e carboidratos refinados. O problema não está somente no alto valor calórico dessas refeições, mas também na falta de nutrientes e na capacidade que muitos desses alimentos têm de aumentar a inflamação do organismo, dificultando a resposta imunológica. Então, no inverno a alimentação deve suprir os elementos essenciais às células de defesa do organismo. Seguir uma dieta rica em nutrientes fortalece o organismo, deixando-o mais preparado para reagir diante de qualquer ameaça. Eles ajudam, dentre outras coisas, na formação e atuação dos anticorpos, células responsáveis por frear a ação de vírus e bactérias no organismo. Além disso, são ricos em antioxidantes que, por sua vez, inibem outro grande inimigo da imunidade: os radicais livres – substâncias que prejudicam a integridade das células e desencadeiam doenças.

Estamos prevenindo para o inverno. Cuidem-se!

MEDO

A questão relativa à instalação de presídios é bem complexa pois há opiniões diversas no que diz respeito aos locais dessas casas. Há os que exigem construção imediata mas esquecem de observar as modificações dos arreadores da casa. Mas tem também aqueles que são veementemente contra e arrumam milhares de empecilhos para evitar a instalação. Viamão, hoje, está assim.

A construção de uma casa prisional não se dá de um dia para outro. A comunidade, representada por todos os seus segmentos, reúne-se para discutir a situação. É o caso de Viamão. As vezes, depois das conversações, fica decidida a não construção. Mas quando há aceitação, a instalação demora algum tempo, anos até, para que seja confirmada e concretizada. Vejam o caso do presídio de Canoas. Então, este barco ainda vai navegar por muitos oceanos.

Quero dizer que tenho medo dos bandidos, os quero na cadeia. Agora, no mundo em que vivemos, acredito que há aqueles que têm medo de presídios, os querem longe.

PROVIDÊNCIAS

Volto a falar sobre a situação do trânsito na rua Dr. Luiz Rossetti, trecho da descida da Fonte da Paciência até o estádio do Tamoio. É trecho estreito, tem estacionamento permitido numa das mãos, curvas fechadas e as calçadas não têm total condições para os pedestres que andam pelo meio da via. Há riscos de atropelamentos e de acidentes frontais entre carros pois é rua de mão dupla.

Ah! Se possível, é bom pensar numa sinaleira para o cruzamento que faz o encontro das ruas Dr. Luiz Rossetti, Jorge Calil Flores e Alcebíades Azeredo dos Santos.

E mais! Saída da Rua Jorge Calil Flores para a avenida Reverendo Américo Vespúcio Cabral, com liberação para cruzamento, já merece uma sinaleira.

FUTEBOL

As crises por que passam as equipes de futebol, originam-se no âmago do clube. Dirigentes que se deixam envolver por companheiros com outras intenções que não aquela de interesse da agremiação, por empresários de jogadores que querem ver suas mercadorias em exposição, e até render-se à vontade de atletas que tomam conta do grupo deixando o treinador de calças nas mãos. É ocaso do Inter hoje.

PARA RIR

Marido pergunta para a esposa:

– Se eu ganhasse um dinheirinho na loteria, o que tu farias?

– Pegaria metade e daria um o pontapé no teu traseiro – respondeu ela.

– Então, querida, prepara-te! Ganhei 12 Reais na Loto Fácil. Toma teus 6 Reais e tchau. Tô indo embora!

PARA PENSAR

Diante de tudo aquilo que temos assistido e vivido nos últimos tempos no mundo. no Brasil, no Estado, no Município, fica uma frase da jornalista Cora Rónai para nosso pensamento: “A única cura eficaz que conheço contra estupidez e boçalidade é a educação no sentido mais amplo da palavra”.

O CAMINHO DO MEIO

Vivia Viamão a primeira década dos anos 2000, quando acendeu uma luz e clareou a possibilidade de haver melhorias na Estrada Caminho do Meio, uma das vias alternativas para o viamonense acessar a capital do Estado assim como a outras cidades da região. Surgiram, então, interessados mil para dar o encaminhamento às tratativas que possibilitariam a duplicação daquela estrada. Havia o aceno de verbas muito boas o que levou os dirigentes de então dos municípios de Porto Alegre, Alvorada e Viamão a uma união para dar uma nova cara para o Caminho do Meio.

Como havia parte de verbas federais e estaduais, logicamente que nas tratativas apareceram diversos políticos no sentido de alçarem-se como “pai da criança” – a obra na estrada – que viria a nascer. Passaram-se os anos e nada veio de concreto. O governo federal entrou em ebulição e em fracasso financeiro, fatores que vieram a afetar as finanças, também, do Estado e do Município. No caso da obras, afetou as finanças do três municípios.

Hoje a situação é esta: ouve-se moradores do local e usuários das vias e estes afirmam que há mais de 30 anos vem se acumulando de promessas das administrações públicas sobre melhorias daquela estrada. Então, está confirmado, aquilo que era para ser dado andamento há 10 anos, já uma proposta que vem do século XX.

Agora vem a versão do Ministério das Cidades (existe ainda?) dizendo que as verbas destinadas a estes municípios (Viamão, Alvorada e Porto Alegre) não foram utilizados e que também eles não cumpriram sua parte em um acordo firmado com a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan). Ou seja, nem no papel este projeto chegou a existir. Ainda, para conseguir a liberação das verbas, os municípios deveriam apresentar os estudos e projetos de viabilidade para que fossem aprovados.

Então os municípios não enviaram?

Pois os que não enviaram  foram Porto Alegre e Alvorada, já que a Secretaria da Gestão e Relações Institucionais de Viamão, através de seu titular, informa que fez a sua parte e enviou o projeto para duplicação da estrada Caminho do Meio.

Ficou uma história mal contada onde nosso município foi incluído na incompetência dos seus parceiros que, assim, determinaram a não realização da obra. Esta é a nossa conclusão, diante dos fatos que se desdobram no país onde verbas são desviadas e os dramas vêm se instalar nos Estados e nos Municípios. Viamão não tem culpa! Queremos a duplicação do Caminho do Meio!

 

 

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