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Sonhando com números

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS, JORNALISTA)>>>>

SONHANDO COM NÚMEROS ===

Um amigo contou que numa determinada noite havia sonhado com um bilhete de loteria. Número 22445. Disse que, no sonho, ao tentar agarrar o bilhete, este foi levado pelo vento que soprava forte. O papel da sorte acabou caindo sobre um prédio, que era uma lotérica, mas acabou transformando-se numa bola de fogo.

Ele não se mostrava feliz ao contar o sonho.

Como guardou na mente o número, saiu a caminhar pela cidade para ver se achava um bilhete, mas depois de tanto rodar decidiu-se pela desistência. Temia jogar dinheiro fora em bilhete não premiado. Sus interpretação era mais ou menos clara pois em seu sonho os papéis se transformaram em cinzas.

Esqueceu-se, porém, que a esperança é a última que morre e não faria mal comprar um pedacinho de bilhete, com qualquer número, para tentar a sorte.

Para encurtar a história, saliente-se que o bilhete premiado a extração do dia seguinte ao sonho, tinha como número 22445…

SUBINDO

Nunca o verbo subir foi tão interpretado no noticiário de valores de produtos de consumo diário. Quando o verbo baixar aparece, é motivo de muita surpresa e incredulidade. Sobem o custo de vida, os combustíveis, as passagens de ônibus, os carretos, os impostos, os juros, o gás…

Em meio a estas elevações, apenas uma coisa desce e é lamentável: o corpo do defunto na sepultura.

ANEDOTA

No vasto compêndio do anedotário, sem qualquer discriminação, os portugueses são os que mais se salientam como responsáveis por situações cômicas. Lá em Portugal, nós brasileiros somos gozados como anedóticos. Mas…

Realizava-se numa cidade europeia uma convenção entre cientistas e estudiosos do espaço para acharem uma solução para galgar o cosmo sem maiores perigos. Depois de muitas opiniões, o representante português pediu a palavra e, para espanto geral, afirmou:

– Se Deus quiser, no próximo ano vamos ao Sol…

Estupefatos, os outros cientistas ponderaram:

– Isto é loucura! Onde já se viu uma coisa dessas? Nunca será possível esta façanha, caro colega. A nave destinada para tal aventura, ao chegar nas cercanias do astro-rei iria se derreter, virar cinzas com o calorzinho. Não achas?

E para maior estupefação, resposta veio seca:

– Não! Nós viajaremos bem cedinho e chegaremos lá à noitinha…

PERDÃO

Bom, temos uma piada atualizada com o momento vivido pelo Brasil. Cidadão, armado até os olhos, entra na igreja e vai direto para o confessionário. O padre pergunta:

– Diga, meu filho, que vens aqui confessar?

– Padre, acabo de matar dois políticos safados, corruptos, ladrões.

– Tá bom meu filho. Mas diga, agora, qual a coisa ruim que fizestes para procurar o perdão?

A LEI MARIA DA PENHA

No domingo dia 6 de agosto, a Lei Maria da Penha completou dez anos. Depois de uma década da sua promulgação, surgida como primeiro instrumento legal e específico ao combate à violência doméstica, é de se perguntar: as mulheres estão sofrendo menos violência?

De acordo com pesquisas realizadas, a taxa de homicídios apresentou queda de 3,6% até 2009, mas em 2010 subiu para 4,4%, estando no momento com o mesmo percentual e mostram que a cada cinco minutos duas mulheres são vítimas de espancamento no país. Dessas, 70% são vítimas dentro da própria residência por parte de maridos ou companheiros.

O Brasil, em pesquisas internacionais, o Brasil ainda possui um índice percentual de substrato machista, mas a Lei Maria da Penha, como instrumento de defesa dos direitos da mulher, já se firmou como sacramentada e bem-sucedida entre a sociedade brasileira, tendo, inclusive, provocado uma mudança de paradigma. Desde que foi promulgada, a Lei Maria da Penha é cada vez mais conhecida e isso fez com que o assunto (violência contra a mulher) saísse da esfera privada e familiar e entrasse para o debate público.

Tudo isso tem consequências positivas, pois quando a mulher se vê protegida ela passa a tomar ciência de seus próprios direitos. Significa dizer que a mulher passa a se compreender como sujeito de direito e não como objeto de uma tradição que a deixa num patamar menor na sociedade..

O trabalho em favor da Lei Maria da Penha deve ser constante, pois é  a exigência, para que haja um efetivo cumprimento dessa lei, que garantirá às mulheres o pleno exercício de direitos fundamentais: direito à vida, à liberdade, à igualdade.

Cabe à sociedade, às organizações feministas e aos movimentos sociais assumirem a divisão dessa responsabilidade com estados e municípios quanto à efetivação da lei, mas principalmente exigir que os acordos firmados de fato saiam do papel e se efetivem em iniciativas, investimentos e vontade política para transformar essa realidade.

As mulheres brasileiras têm amplos direitos e garantias assegurados na Constituição, em leis, tratados e convenções internacionais e gozam, formalmente nos códigos, de uma das mais modernas legislações de proteção do mundo. Mas mesmo assim, os índices de agressões e violências no âmbito doméstico e familiar ainda estão correndo com alguma frequência.

A senhora Maria da Penha, no sábado, dia 5, esteve, como convidada, presente no programa “Altas Horas”, da Rede Globo, quando contou sobre as agressões que sofreu e que a levou procurar as autoridades. A partir daí, surgiu a Lei que leva o seu nome. O último ato atentatório que sofreu, ela foi espancada e alvejada a tiros pelo marido, ficando paraplégica.

A Lei Maria da Penha assegura à mulher todos os direitos fundamentais da pessoa humana, garantindo-lhe as oportunidades e facilidades para viverem sem violência, preservar sua saúde física, mental e aperfeiçoar-se moral, intelectual e socialmente. Apesar de haver, ainda, casos de agressões morais e físicas, a liberdade de costumes, a emancipação econômica e social da mulher, a ascensão cultural desta, o número de uniões sem casamento tiveram o avanço que a sociedade clama.

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