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Sortudos e azarados

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS, JORNALISTA)>>>>

SORTUDOS E AZARADOS>>>

No mundo, há sortudos e azarados?

Acredito que haja aqueles mais ou menos favorecidos no desenvolvimento de suas vidas. Tudo depende da maneira de como assimilam aquilo que lhes acontece.

Afloram superstições e crendices que levam o indivíduo a conclusões errôneas quanto ao acontecido. Seguidamente, ouvem-se exclamações conclusivas de que esta ou aquela pessoa conseguiu aquilo porque traz consigo, pendurado no pescoço, um colar, uma simpatia. Ou sofreu um acidente porque não respeitou o presságio.

Existem pessoas com forte personalidade que conseguem, psicologicamente, incutir na mente de terceiros certos preceitos. Os levam a seguir um caminho, dito correto, para alcançarem o almejado. Libertação do pessimismo.

Bom, sou um leigo neste assunto que cabe a psicólogos opinarem. Por isso, fico na tese de que não há sortudos e azarados. Crendices e superstições, sim. E aí entro naquilo que passou para as raias do popular, no dia a dia das pessoas.

Nesta última quinzena de abril, em meio a feriadões, anúncios no meio jornalístico dão conta de que várias loterias têm prêmios acumulados. Lotéricas lotadas demonstram a vontade dos apostadores em buscar a sorte de tornarem-se ricos. Será que o jogador entrará na casa dos sortudos? Se não ganhar o prêmio será um azarado? Se alguém aposta na loteria, como participante de um bolão, ganhando a sorte é sua? E os outros, são azarados?

Bem, vamos ao popularesco, onde citações são encaminhadas à sorte ou ao azar. Inclusive usando a vida animal como certa relação.

Se ferradura traz sorte, cavalo algum perderia corridas.

Passar por baixo de escadas é azar na certa. Conversa. A única infelicidade que pode acontecer é a escada, num acidente por defeito na estrutura, cair em cima da gente. Fato que poderia acontecer até passando pelo seu lado.

O cidadão vai caminhando pela rua quando topa com um gato preto, ou vai descansar numa arborizada praça e ali ouvi o chiado de uma coruja. Pronto, fica arrepiado. Corre para casa pensando que não vai progredir na vida.

Aranha dá sorte? Conheci um sujeito que era adepto desta teoria. Aranha na casa dele era como vaca na Índia. Tanto foi que, num belo dia, levou picada de uma caranguejeira. Gastou uma grana em medicamentos, mas não perdeu a mania de sortudo.

Tem gente que ao passar por baixo de uma aroeira quase deita em cumprimentos. O que pode acontecer é ser chamado de louco e ganhar uma dor nas costas.

A listagem é longa e até ditados existem. O mais popular é aquele que diz que o sujeito nasceu com a “cara” virada pra lua, ou seja, com o umbigo virado pra terra.

Desde a antiguidade há a superstição de que uma pessoa terá sete anos de azar se quebrar um espelho.

Ao estar na cozinha, alinhando os alimentos, a pessoa derrama sal no chão e aí vem a informação de que isso é azar. Ao contrário, se derramar açúcar é sorte. Tem gente que meleca a casa.

E estendem-se as crendices: Abrir um guarda-chuva dentro de casa dá azar. Dizer “Deus te abençoe”, após ouvir um espirro é sugestão para que a gripe venha com força. E a pata do coelho, hein? Que sorte, né? Quem nunca bateu na madeira três vezes ou cruzou os dedos para espantar o azar? Quando se caminha pelo campo ou num jardim há sempre a procura por um trevo de quatro folhas. Quando estamos com as orelhas quentes é porque alguém está falando mal da gente. Por fim, quando você levanta procura sempre colocar o pé direito no chão.

Portanto, acho que não há sortudos e azarados. É uma simples questão de comportamento existencial. Cada um leva a vida que tem. Sonhar não é proibido, mas alcançar aquilo que deseja depende de muitos fatores, extremamente pessoais.

TERCEIRIZAÇÃO E MÃO DE OBRA

A aprovação do Projeto de Lei, na Câmara dos Deputados, que possibilita a terceirização generalizada em todas as atividades, é vista como um avanço pela maioria dos dirigentes empresariais do país.
Segundo avaliação da classe, esta legislação vem ao encontro dos interesses não só dos empresários, mas do desenvolvimento do país. O Brasil, até hoje, não tinha um marco legal que regulasse o tema.

A principal mudança se refere à permissão das empresas para terceirizar quaisquer atividades, não apenas atividades acessórias. Isso significa que uma empresa, como por exemplo uma escola, que antes poderia contratar só serviços terceirizados de limpeza, alimentação e contabilidade agora poderá também contratar professores terceirizados.

O projeto também regulamenta aspectos do trabalho temporário, aumentando de três para seis meses o tempo máximo de sua duração, com possibilidade de extensão por mais 90 dias. Os temporários terão mesmo serviço de saúde e auxílio alimentação dos funcionários regulares, além da mesma jornada e salário.

A nova legislação, porém, incentivará as empresas a demitirem trabalhadores que estão sob o regime CLT para contratar terceirizados, com remuneração menor.

Então, o momento é de cautela, pois a Lei poderá ser questionada no Supremo Tribunal Federal, conforme alertam os especialistas da área. Segundo estudos realizados, o varejo é um dos setores mais beneficiados, com relação à expansão do contrato de trabalho temporário, tendo em vista as épocas sazonais. Ao lado do setor, a construção civil e o turismo também serão favorecidos pelo novo texto.

Segundo recomendações vindas da área jurídica, não há nenhuma inconstitucionalidade na terceirização dos serviços, porém, o empresário ainda deve ser cauteloso, embora a partir de agora haja um amparo previsto pela Lei, a terceirização ainda depende da interpretação que a Justiça do Trabalho dará para a norma.

A principal inovação legislativa, que leva à cautela, é a permissão legal da terceirização das funções exercidas pelos empregados de uma empresa independentemente da natureza da atividade.

Com a atual configuração legal, pode haver tratamento desigual entre os trabalhadores terceirizados e aqueles que são da própria empresa tomadora de serviços. Há uma garantia mínima de garantia das condições de trabalho que ficarão a cargo da empresa prestadora a terceiros.

Empresários e trabalhadores devem estar em alerta com a terceirização para não haver prejuízos de ambos os lados.

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