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Um domingo diferente

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS, JORNALISTA)>>>

UM DOMINGO DIFERENTE ===

Tenho dois parentes bem próximos os quais, há poucas semanas, estiveram na cidade de São Paulo, a serviço, em dias úteis. Conversando com eles a respeito da locomoção naquela grande metrópole brasileira, disseram que não houve maiores problemas, embora os próprios paulistas reclamem muito. No ítem segurança, teceram elogios e contaram que na capital paulista em cada esquina tem de dois a três policiais militares, devidamente equipados. Ou seja, a população está amparada. Isso não quer dizer que estejam os paulistanos livres de assaltos, agressões, atropelamentos, etc., mas são ocorrências resolvidas de imediato pela presença policial, quando não evitadas.  Aliás, sobre este assunto, o Pano Terra (Pano pra manga) na edição passada elogiou o policiamento em São Paulo, cidade onde ele residiu. (Pano, aliás, que está de aniversário hoje. Parabéns!)

Bem diferente do que ocorre em Porto Alegre, na região metropolitana e na maioria das cidades rio-grandenses onde, pela falta de recursos e outros meios, o governo deixa de entregar à população uma segurança eficaz estando o cidadão com medo até mesmo de andar no pátio de sua casa. Não se vê brigadianos numa abundância que venha a manter um clima de tranquilidade. Aliás, há uma ausência assustadora.

Como se não bastasse, nesta semana uma notícia chamou a atenção. Na cidade de Pelotas comandantes de policiamentos civil e militar foram presos por estimular a fazerem parte de milícias que praticavam segurança privada, remunerada sob ameaças. Há, também, a questão da falta de casas prisionais, estando as delegacias com suas precárias celas lotadas de infratores presos que, em diversos casos, promovem tumultos.

Aqui na nossa querida Viamão não é diferente. Para incrementar a situação de medo, no domingo passado a Praça da Matriz se transformou numa área completamente sem lei. Em nome de uma dita Festa das Cores, centenas de jovens e crianças, ao som de ritmos musicais alucinantes, drogavam-se, ingeriam bebidas alcoólicas, praticavam atos sexuais e ameaçavam os transeuntes que se atreviam por ali passar, sem falar no prejuízo e temor causados às casas comerciais em atividade na redondeza. Neste caso, devemos elogiar a ação da BM que foi ao local – já à tardinha – e terminou com a turba embora, segundo relatos, tivessem os policiais que usar a força.

Ao irem embora, aquele pessoal se espalhou pelas ruas da cidade. Eu vi, na rua Cirurgião Vaz Ferreira, jovens dopados, bêbados, moças desnudas; na avenida Bento Gonçalves andavam pelo meio da via, fora do ar, quando os carros tinham que desviar ou parar para não atropelá-los. Tudo aos berros e gestos.

Lamentável. Tomara que não se repita.

PERIGO!…

A população viamonense está acostumada a participar de eventos realizados em praça pública. Nem precisaríamos relacionar, mas só para ilustrar podemos citar os desfiles cívicos, os desfiles carnavalescos, as feiras literárias, apresentações artísticas, enfim, uma série de outras atividades. Já vem de anos. E tudo isso desenrola-se com tranquilidade, segurança e civilidade, sempre sob a vigilância de quem de direito e com a consciência de contornar quaisquer controvérsias com relaão ao desvio de ordem pública.

Estão no site do Correio Rural (www.correiorural.com.br) e, também, nesta edição, notícias de que ocorreram, na ultima semana, duas atividades públicas de sucesso: o “Cortejo Cultural”, que reuniu centenas de artistas viamonenses e de outras cidades, os quais desfilaram pelas ruas da cidade mostrando seus talentos numa forma de incentivo à arte; e o “Treinão Solidário”, que aglomerou corredores no Lago Tarumã, os quais desenvolveram suas atividades esportivas. Tudo na mais santa calma e de forma ordeira, educada, civilizada. No próximo domingo, também na Tarumã, teremos a 2ª Domingueira do Lago, com certeza, de forma organizada e sem entraves.

Mas a paz dos viamonenses foi quebrada no domingo, dia 3, quando, à tarde, na Praça da Matriz, reuniu-se uma multidão de arruaceiros que transformaram o local em ponto de consumo de drogas e de álcool, prostituição e de violência moral e física. No local, a maioria dos participantes eram de menor idade que, ao final da tarde, saíram pelas ruas mostrando embriaguez e o menor sentido de educação e pudor. Foram corridos pela BM que agiu com severidade, caso contrário não sabemos o que ocorreria.

Fiquemos de olho, então, pois o perigo nos ronda.

 

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