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Versatilidade e mutação: os desafios do Grêmio rumo ao Tetra da América

(LEIA NO BLOG DOS ESPORTES – SAUL TEIXEIRA, JORNALISTA)>>>>>

Lições do campo

O empate em um gol, na 18° estreia do Grêmio na Libertadores, teve sabor “amargo” pela superioridade do atual campeão da América. Entretanto, deixou alguns alertas ― com a bola parada ― e sepultou alguns testes de Renato, como a escalação de Cícero como centroavante. Para o futuro, o treinador pode aproveitar melhor a versatilidade do elenco e investir em variações táticas para garantir mais imprevisibilidade as ações ofensivas. Tudo para que o tricolor consagre o maior desafio de 2018. Afinal, mais difícil que chegar ao topo é manter-se nele.

Camisa 10

O volante-meia-centroavante Cícero herdou a camisa 10 de Douglas. No campo, porém, o treinador insiste em escalá-lo como falso 9, função que reduz seu rendimento e deixa o tricolor com poder de fogo quase nulo. Faz cinco anos que o canhoto atua nas posições mais recuadas do meio. Renato precisa fixá-lo na meia-canha ou então sacá-lo dos titulares.

Rei da América

Se optar por jogar sem um camisa 9 clássico, o deslocamento de Luan me parece mais adequado, entre outros, porque partindo da posição mais avançada e recuando, Luan tem espaço para jogar entre as linhas e sem marcação. Quando atua como meia central, o melhor jogador das Américas em 2017, fatalmente terá mais “carrapatos” no seu encalce.

Desenho vencedor

A presença de Luan como falso 9 precisa ser emergencial. Em regra, prefiro a figura de um camisa 9, que deverá ser Hernane Brocador, em breve. Com um homem-gol à frente, o time ganha profundidade, o que garante mais espaços para a linha de três meias.

Versatilidade

A improvisação de Ramiro como lateral-direito pode virar solução para a camisa 2, sobretudo frente a lesão de Léo Moura e as jornadas “deixando a desejar” de Madson. Com Cícero entre os 11, o meia pode jogar centralizado no 4-2-3-1 quando o time quiser mais poder ofensivo ou num tripé no 4-1-4-1 quando a equipe optar por ter mais controle de jogo (posse de bola). Enfim, Renato precisa usar mais a versatilidade do elenco, principalmente, para mudar o esquema tático durante os jogos sem a necessariamente mexer as peças.

Mutação

A mudança de esquema tático tem como função, entre outros, criar superioridade nos setores. Pelos jogadores disponíveis no elenco, Renato precisa ousar mais nas variações. O 4-2-3-1 já se mostrou vencedor, mas é sempre bom contar com alternâncias, sobretudo, contra sistemas defensivos bem postados – como ocorreu contra o Defensor na estreia em Montevidéu. O 4-1-4-1 tendo Maicon e Cícero lado a lado surge como opção.

Questões de ordem

  1. O volante Michel ainda não está 100% recuperado? Se sim, creio que possa dar melhor resposta que Jaílson na cabeça da área;
  2.  Qual a gravidade da lesão de Arthur? A iminente ida do camisa 29 ao Barcelona permite várias interpretações. Acho que chegou a hora da direção vir aos microfones;
  3. O garoto Tony Anderson está pedindo passagem, ao menos, como opção aos titulares;
  4. Renato poderia aproveitar mais o poder ofensivo de Bruno Cortez, né???
  5. Conseguiram uma proeza: deixaram a camiseta do Grêmio ainda mais bonita. Parabéns ao envolvidos!

Tamanho real

O tricolor ostenta três títulos em 15 meses. Na quarta-feira passada (21/02) sagrou-se Bicampeão da Recopa e na terça-feira seguinte já estreou na Libertadores 2018. Eis o real tamanho do Grêmio. Obrigado, Romildo Bolzan Júnior!!!!

Bola parada

Roger Machado deixou o Grêmio, entre outros, pelos “vacilos” da equipe na bola parada. Em 2018, o tricolor levou 80% dos gols também pelos ares. Acho necessário reativarmos o debate: marcação zonal ou individual? Estamos recém no início da temporada e certamente Renato terá tempo para corrigir a “sangria pelas alturas”. Até porque o calendário tende a dar uma aliviada para os tricolores nos próximos dias.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio oficial

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