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XADREZ E DAMA

(LEIA NO BLOG DETALHES – MILTON SANTOS, JORNALISTA)>>>

XADREZ E DAMA>>>

Na vida nem sempre acontece aquilo que se imagina. Desejamos que uma determinada ação venha a ser aquela que pensamos, mas nem sempre se concretiza. Há pessoas que se imaginam os reis da cocada, a cereja do bolo, a última bolacha do pacote e julgam-se donos da verdade. Sentem-se o máximo. Quando lhes puxam o tapete, cai a ficha. Descobrem que não fizeram aquilo que precisava ser feito, dão-se conta de que há um redor cheio de artimanhas com armadilhas que não batem com as suas vontades.

Como disse o cronista Francisco Bosco: “Não há responsabilidade maior do que a perfeição. Não há armadilha imaginária maior do que ser o número um”.

Lembrei-me de uma crônica que escrevi há alguns anos aqui no CR. Esta:

Joaquim morava com sua mãe, viúva, na avenida central de uma próspera cidade interiorana de um estado brasileiro. Uma casa enorme cujo porão, também não muito pequeno, estava desocupado.

Seu pai ao morrer deixou, entre outras tantas relíquias, uma coleção completa de tabuleiros para jogos de Xadrez e de Dama. Ele era adepto incondicional destes jogos.

Joaquim era um sujeito folgado. Sua mãe também tinha uma situação bem satisfatória. Isso em termos financeiros. Ambos herdaram do falecido a paixão pelo jogo.

Certo dia, juntamente com mais dois amigos, Joaquim resolveu criar um Clube de Xadrez e de Dama na cidade. O mesmo funcionaria no porão desocupado de sua casa. No seu vasto círculo de amizades não foi difícil conseguir, em pouco tempo, um número considerável de sócios. Tudo correndo bem.

Remodelou e decorou o porão, mandou confeccionar mesinhas para os tabuleiros, cadeiras, barzinho, etc.

Marcado o dia para a reunião inaugural, quando seria escolhida a primeira diretoria do clube, o qual levaria o nome de seu falecido pai, todos estavam lá. Houve a leitura do estatuto e sorteio do carnê do primeiro torneio interno. Discursos, brindes e algo mais num momento emocionante e festivo.

Chegou a hora da eleição. Joaquim, sorridente, aguardava o resultado. Certo estava de que, no mínimo, seria escolhido por aclamação o Presidente de Honra. Afinal de contas, fora ele o idealizador de tudo, estava dentro de sua casa, o clube era no porão de seu pai. Mas qual não foi sua surpresa quando soube que não figurava na diretoria, nem como guarda-tabuleiros. Como colher de chá para a família, apenas sua mãe recebeu menção honrosa.

Terminada a festa de fundação do clube, eleição e posse da diretoria, todos foram embora. Joaquim ficou em casa, óbvio, e entre as mesinhas e tabuleiros tomava uns goles de trago ardente para apagar o amargor da derrota.

Repentinamente, por instinto, num gesto alucinado, juntou os tabuleiros, quebrou as mesas e as cadeiras, demoliu o barzinho, riscou as paredes, enrolou os tapetes, apagou as luzes arrancando as lâmpadas. Decidira, ali, como se um ditador fosse:

- O clube acabou!…

Guardou os tabuleiros no armário onde seu pai os mantinha. Eles continuaram como relíquias da família. Estava extinto, para sempre, o Clube de Xadrez e de Dama.

EM BUSCA DE TRABALHO

Neste momento difícil por que passa o país em seus segmentos político e institucional, um outro setor que sofre diretamente a debacle é o socioeconômico. Um dos índices que mais chama a atenção e que assusta é, sem dúvida, aquele que mostra os números e percentuais de desemprego.

A crise atinge todos os setores – indústria, comércio, prestação de serviços –, os quais limitam o número de trabalhadores ou extinguem vagas. Os números destes índices, com certeza, são alcançados olhando o outro lado da situação, ou seja, a quantidade elevada de pessoas procurando um trabalho, buscando uma das vagas ainda à disposição.

Neste rol de oferta restrita e de procura imensa, entra um fator que não pode ser desprezado: a qualificação. O volume de desemprego é grande, sim. A busca por trabalho tem imenso volume, sim. Mas é aí que entra a medição entre oferta e capacidade.

O mercado empresarial oferece vagas, poucas, mas a exigência para a ocupação destas é a qualificação daquele que as procura. Mesmo num cenário de crise existem profissões que se destacam e que podem levar à definição de  carreiras promissoras.

Fala-se, então, em formação daquelas pessoas que procuram emprego. E aí vale um alerta: são profissões valorizadas que se deve correr atrás das mesmas, principalmente quando o cidadão tem a vocação para tal.

Vagas de emprego e estágio há à disposição. Por exemplo, nos próximos dias ocorre a tradicional Feira de Oportunidades do Senac-RS. São diversas oficinas, cursos, workshops e palestras que levam à oportunidade de formação, instrução e encaminhamento para ocupação de vagas, ou até mesmo para haver um empreendimento individual.

Várias profissões tiveram seus momentos de destaque e depois entraram em baixa. Já outras estão presentes nas empresas em destaque até hoje. O importante também é se manter atualizado.

Na véspera de comemorarmos mais um Dia do Trabalho, nada mais justa que almejar a todos que consigam a oportunidade de ingressar num emprego e que este venha a suprir suas necessidades. Mas também é importante, para o crescimento pessoal e profissional, que os aspirantes a vagas se preparem para uma profissão e sua manutenção.

CONFERÊNCIA DO ROTARY SERÁ EM VIAMÃO

Nos próximos dias 5, 6 e 7 de maio, Viamão vai sediar a 59ª Conferência Distrital do Rotary Clube Internacional. Na oportunidade, mais de 600 rotarianos de todo o país estarão sendo recepcionados pelo Rotary Clube Viamão para atividades que estarão concentradas no Vila Ventura Resort e que contarão, ainda, com visitas dos dirigentes rotários ao Prefeito Municipal, ao Presidente da Câmara Municipal e ao Juiz Diretor do Tribunal de Justiça.

 

 

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