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É carnaval!

(CRÔNICA DE PANO TERRA)>>>>

É CARNAVAL! ===

  • Em um dos últimos artigos publicados na Folha de São Paulo o poeta recém-falecido Ferreira Gullar (1930-2016) escreveu: “O governo petista era a versão primária de um regime dito de esquerda em aliança com o capitalismo corrupto, que ele fingia combater. Pois bem: que o povão desinformado se deixe levar pelas benesses recebidas é compreensível. Difícil de explicar, porém, é a atitude de intelectuais de esquerda que aceitam a burla como verdade. Já observaram que os que defendem esse populismo nunca tocam nos escândalos revelados pela Lava Jato, no assalto à Petrobras, nas propinas dadas a funcionários e políticos do PT? É que têm dificuldade de aceitar a realidade dos fatos e admitir que estão errados. E se alguém faz referência a tais escândalos, gritam: “Mas isso é mentira”!” Ou seja, para quem não suporta a realidade, só é verdade o que lhe convém”.
  • Estou em Uberlândia, Minas Gerais. Fui a um bar. Conheci uns borrachos. Deve ser alguma coisa do tipo “os opostos se atraem”. O povo bebe bem aqui. Deve ser o calor. Um dos gambás que conheci é apelidado de Frenha. O Frenha me contou que conheceu uma menina num baile. Passou a conversa nela a noite toda, mas também se embebedou. Lá pelas cansadas a moça disse: “Já que tu dizes que gosta tanto de mim, que quer até noivar, me responda uma pergunta”. Pergunte, diz Frenha, confiante. “Qual o meu nome?” Silêncio. Logo após veio a agonia do Frenha, ele tinha esquecido o nome da moça. “Já sei, diz ele, numa tentativa desesperada, é com J… Juliana!”. Ela olha para ele num misto de desapontamento e aquele sorrisinho de canto de boca por ter desmascarado mais um canalha e diz: “Valéria” e vira as costas. Ele não se entrega: “Jaléria, isso mesmo! Jaléria…”.
  •  Vou contar uma piada de gaúcho. O navio em que estava o gaúcho naufragou. Ele sobreviveu e nadou até uma ilha deserta. E lá ficou 20 anos sem contato com ninguém. Totalmente isolado. Eis que surge um navio e ele é localizado. Enviam um bote para o resgate com uma enfermeira loura espetacular. Ela desembarca e vai abrindo um zíper do bolso de cima da jaqueta e diz para o gaúcho já totalmente esfarrapado depois de 20 anos: “Agora vou lhe dar uma coisa que o senhor deve estar querendo muito” e tira do bolso um maço de cigarros. O gaúcho fuma desesperadamente e então ela diz: “Agora vou dar outra coisa que o senhor também deve estar querendo muito e abre o outro zíper da jaqueta e tira uma garrafa de cachaça. O gaúcho bebe avidamente. Então a loira começa a abrir o zíper da calça e diz: “Agora vou lhe dar uma coisa que o senhor deve estar querendo muito tocar”. O gaúcho dá um grito! “Para, para, para”!!! Não é possível que tu tenhas uma gaita aí!”. Bom Carnaval!

 

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