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Brincando de arte Literária

caSAUL TEIXEIRA

Autor de mais de 30 livros, a maioria deles voltadas ao público infantil, CAIO RITER é natural de Porto Alegre. Patrono da XV Feira do Livro do Colégio Stella Maris, realizada na semana passada, ele ainda é professor e Doutor em literatura Brasileira. Antes da inauguração do evento, no centro da cidade, ele recebeu a reportagem do CR.
Detentor de diversos prêmios, o gaúcho participa de vários projetos direcionados a aproximar o leitor do escritor. Entre eles, estão: “Divulga Leitura”, “Adote um escritor”, “Autor Presente” e “Fome de Ler”.
O escritor também foi patrono de outros eventos literários, tanto em escolas, quanto em municípios, como Alvorada, Araricá, Nova Hartz, Morro Reuter e Guaíba. Além disso, concorre, ainda, ao mesmo posto na Feira do Livro de Novo Hamburgo, neste ano. Confira a entrevista abaixo:

CORREIO RURAL: Como você recebeu o convite para ser patrono da feira do Stella Maris?
Caio Riter: É sempre uma homenagem bacana. Entre tantos autores interessantes e que estão produzindo para crianças e adolescentes, ter o nome lembrado é uma satisfação enorme. O nosso público é ao mesmo tempo crítico e aberto a imaginação, a fantasia. Ser homenageado por uma feira do livro, é sempre uma alegria e significa que o trabalho que desenvolvo e as histórias que escrevo estão indo ao encontro do leitor. Esta sempre foi uma preocupação minha. Para o escritor existir, ele precisa ser lido.

CR: Qual sua origem dentro da literatura?
Caio: O primeiro livro que publiquei para as crianças foi em 1994. Quando decidi ser escritor, a minha intenção era escrever para adultos e não para as crianças e adolescentes. No entanto, minha esposa sempre insistiu para que eu escrevesse para o público jovem, mas inicialmente eu não queria. Porém, quando ela ficou grávida da nossa primeira filha (são duas), eu quis dar um presente para ela, algo especial, que nenhuma mulher tivesse igual. Foi quando surgiu a ideia de escrever meu primeiro livro infantil, o “Fruto verde”, com a ideia de ser um livro único, tanto que jamais publiquei. A partir de então, passei a escrever outros livros e uma editora acabou se interessando. Resumo: meu primeiro livro foi publicado em 1994, com o título “Um palito diferente”.

CR: Pelo número baixo de leitores no país, você teme pelo futuro do livro?
Caio: Creio que nunca se escreveu tanto, nunca se produziu tanto, sobretudo, utilizando esses meio virtuais, como blog’s, sites. Hoje, nós vemos jovens escrevendo, tendo o desejo pela escrita. Eu não acredito no fim do livro. Eu não acredito na morte da arte literária. Talvez, o que mude seja o suporte. Eu ainda tenho dúvidas. Mas, o desejo pela leitura será eterno. A Revista Veja, inclusive, lançou uma matéria, esses tempos, tratando que os jovens nunca leram tanto, motivados por estas séries, como “Crepúsculo” e “Harry Potter”. Enfim, são livros que possuem o papel fundamental de despertarem os jovens para a leitura e, depois, sim, eles passarão a buscar obras de maior qualidade literária.

NR: Leia mais na edição impressa do CR, nesta sexta-feira, 26 de agosto.

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