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Eleição de diretores: Prorrogação é novamente rejeitada

Vereadores rejeitam novamente a proposta do Executivo que adiava as eleições dos diretores das escolas municipais

Mesmo com o plenário lotado por professores e diretores das escolas municipais, favoráveis à prorrogação dos atuais mandatos, os vereadores mais uma vez rejeitaram a proposta do Poder Executivo que pretendia adiar as eleições na rede pública municipal para 2013. Por sete votos a quatro o PL21/2012 foi reprovado, assim como a iniciativa anterior, a PL03/2012, rejeitada em 26 de abril. Desta forma, as eleições nas escolas municipais ocorrerão normalmente em novembro deste ano, um mês após as eleições municipais.

Pressão dos interessados

Passavam alguns minutos das seis horas quando o acesso às galerias do plenário foi liberado, quase uma hora antes da sessão ordinária. Logo o movimento de diretores e professores das escolas podia ser notado. Na hora de iniciar a sessão, o espaço estava praticamente lotado. Muitos professores vieram fazer pressão sobre a bancada oposicionista, na esperança de reverter algum voto contrário, e conferir de perto o comportamento dos vereadores da bancada governista, já que havia a promessa de dois vereadores, os petistas Dédo Machado e Serginho Kumpfer, de não acompanharem a iniciativa do governo.

Serginho PT“Ouvi os dois lados. Aqueles que são a favor e os que são contra, mas acima de tudo, entendo que essa mudança na ‘regra do jogo’ às vésperas da eleição dos diretores, fere os princípios democráticos, por isso me posicionarei contra”, avisava Serginho, em sua manifestação na tribuna. “Tenho um carinho e uma admiração enorme por vocês e conheço o bom trabalho de todos, mas não concordo com esta mudança, neste momento”, concluiu Kumpfer, falando diretamente aos professores presentes.

Favorável ao projeto de lei, o vereador Geraldo Oliveira (PT) foi o único que defendeu a Geraldo Oliveira PTiniciativa na tribuna. Ele lembrou que a maior queixa dos diretores que havia participado da audiência pública na semana passada, era com a possível ‘politização’ do processo de escolha dos novos diretores em pleno ano de eleições para prefeito e vereadores. “As escolas são invadidas por candidatos a vereador e, no ponto de vista dos diretores e do governo municipal, isso acaba prejudicando o processo eleitoral das comunidades escolares. É para que isso não ocorra que estamos sugerindo a prorrogação por mais um ano dos atuais mandatos”, defende Oliveira.

Dédo PTJá o vereador Dédo Machado (PT), que havia se posicionado contra a prorrogação, ainda na rejeição do PL03/2012, disse que assim como Serginho, entende que as regras não podem ser modificadas às vésperas da eleição e que a prorrogação atende a interesses pessoais, seja de diretores ou de pessoas envolvidas nas próximas eleições municipais. “Não vejo contaminação, a não ser daqueles que têm interesses por trás desta prorrogação. Sou contra porque viola os avanços democráticos que conquistamos. Levamos a democracia até as escolas, dando o direito às comunidades escolares de escolherem seus diretores, e agora num canetaço vamos mudar as regras? Não concordo. Diretor que fez um bom trabalho, que é reconhecido pela sua competência não tem medo de enfrentar as urnas”, afirmou.

Projeto rejeitado, galerias vazias

Tão logo a presidência da mesa informou o resultado da votação, com a rejeição do projeto de lei pela maioria dos vereadores, os professores e diretores presentes se retiraram do plenário. Descontentes, alguns ainda se manifestaram contra os vereadores que votaram que derrubaram a proposta. Aos vereadores que foram à tribuna justificar o voto, restou falarem para os poucos que acompanharam a sessão até o final.

Nadim PPO vereador Nadim Harfouche (PP) em sua fala lembrou que a proposta estava tramitando na Casa desde fevereiro, e que não recebeu nenhum diretor interessado, nem contra, nem a favor, para discutir o assunto. “Rejeitamos da primeira vez e ninguém veio conversar com os vereadores, ninguém tentou me convencer que o projeto era interessante. Agora o governo mobilizou os maiores interessados, ou seja, os diretores que já estão no comando das escolas e que querem ficar mais um ano à frente da administração”, advertiu.

Para o vereador Romer Guex (PSOL) o mais grave é mudar a lei, em pleno ano eleitoral, para Romer Guex PSOLproteger os interesses de quem está à frente das escolas. “Uma proposta séria e honesta, levaria em conta que este formulismo, mais dia ou menos dia, fará com que as eleições escolares coincidam novamente com alguma eleição, municipal ou nacional. Sou parceiro para tratarmos do assunto de um modo mais amplo, prevendo um calendário que proteja os pleitos das escolas municipais de toda e qualquer outra eleição. Mas isso tem que ser feito para as próximas, e não para esta eleição. Do contrário será apenas uma regra construída em cima do casuísmo”, finalizou.

Fonte: Assessoria de Imprensa Câmara de Vereadores de Viamão

Fotos: arquivo CR

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