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São Tomé a espera de um milagre

buPoeira, barro, problemas no esgotamento e buracos. É com esse desagradável cenário que os moradores da rua Caramuru precisam conviver diariamente. Mesmo localizados no chamado “coração” da vila São Tomé, próximos a Escola Estadual Barão de Lucena e ao Posto de Saúde, o desenvolvimento parece não ter chegado em muitos pontos da região. Inúmeros buracos dificultam o trânsito de veículos e pedestres, além de dificultar o comércio na localidade.

Morador da rua Caramuru, Sérgio Machado dos Santos, afirma que o patrolamento e ensaibramento passam a integrar o cronograma da prefeitura somente em períodos eleitorais: “Os carros mal conseguem passar, é difícil de entrarem nos pátios, alguns quebram, pessoas caem. Em dias de chuva vira um barral. Perto das eleições eles passam as máquinas, mas faz tempo que a situação está crítica”, relata.

Conforme Fernando Machado, irmão de Sérgio, o problema poderia ter sido resolvido se existisse vontade política: “Alguns vereadores falaram concosco e disseram que existia verba para a pavimentação dessa rua e outras de chão batido. Estamos até hoje esperando e até agora nada foi feito. Bater na porta e pedir votos eles sabem”, protesta.

Segundo Vani Ferreira, moradora da Caramuru há 60 anos, “caos” é o termo ideal para definirmos a rua: “Faz seis décadas que o problema é assim para pior. Já perdemos a conta de quantas vezes pedimos ajuda. O último inverno foi um pavor e agora, chegando o verão, sai o barro e começa a poeira. Táxi já não entra mais na rua, daqui uns dias, nem o caminhão do lixo passará. O prefeito ignora a São Tomé”, afirma.

Calçamento Participativo

Conforme Sérgio, a prefeitura sugeriu o chamado “Calçamento Participativo”, sendo que os moradores pagariam o material e a prefeitura daria a contrapartida através da mão-de-obra: “As obras custariam R$ 28 mil. Fizemos as contas entre os moradores que teriam condições de auxiliar e chegamos no total de mais de mil reais por pessoa. Esperamos uma solução o mais rápido possível, mas não podemos tirar o pão da boca dos nossos filhos para colocarmos em estrada. É um absurdo”, completa.

Comércio prejudicado

De acordo com Luciano Breyer, proprietário de uma padaria na rua, os problemas afetam diretamente os negócios: “Ensinei para meus clientes alguns caminhos alternativos, porque passar pela rua é complicado. Os buracos atrapalham as entregas, caminhão só passa no começo dela e até a surdina do meu carro já perdi por causa das crateras. Muitas vezes sou obrigado a trabalhar de porta fechada para a poeira não invadir a padaria”, disse.

NR: Mais detalhes na edição impressa do CR, nessa sexta-feira, 4 de novembro

Texto e foto: Saul Teixeira

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