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A grande Lua

Na semana passada, a Lua esteve espiando a Terra de perto. Segundo os astrônomos, com o fenômeno denominado Perigeu, a distância do satélite terrestre que é de 385 mil Km, caiu em cerca de 6 mil. Como a fase da Lua era cheia e o céu estava limpo, tivemos uma big moon caindo sobre nossas cabeças. Tão grande que foi possível visualizar com clareza, nas manchas das crateras lunares,  o cavaleiro São Jorge lutando contra o dragão; há quem viu um enorme coelho. De minha parte, posso garantir que vi olhos, nariz, boca e bochechas, ora risonhos, ora zangados, como sempre caricaturizam a Lua.

Entre os anos de 1957 e 1975, Estados Unidos e Rússia intensificavam a corrida espacial lançando ao cosmo satélites artificiais, sondas e até animais, sendo a mais famosa viajante a cadela Laika. O primeiro homem a viajar pelo cosmo foi Yuri Gagarin que, lá do alto, exclamou: “A Terra é azul”. O objetivo da corrida era saber quem chegaria primeiro à Lua. Em 20 de julho de 1969, dentro do programa Apolo 11, nave espacial alçada aos ares pelo foguete Saturno V, o homem chegou lá. Neil Armstrong e Edwin Aldrin pisaram no solo lunar, de onde Neil ditou: “Um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a humanidade”. Até hoje, há quem não acredita que o homem pisou na Lua, apesar de integrantes de outras expedições terem repetido o feito, então já sem novidade. Na época, os americanos gastaram 20 bilhões de dólares, ocuparam 20 mil empresas para a fabricação de componentes e utilizaram 300 mil trabalhadores. Hoje, passados 42 anos, o desenvolvimento tecnológico aeroespacial nos escancara viagens quase que semanais ao espaço, em confortáveis ônibus, que se acoplam a estações onde astronautas permanecem meses, além do lançamento de máquinas que vasculham o infinito, de tal sorte que, a cada instante, há a descoberta de um novo sol com sistema próprio, uma nova lua, um novo planeta. Ir ao espaço já está ficando corriqueiro, tanto que o solo da Lua foi abandonado como improdutivo para os fins desejados.

Quem sabe, sentindo um certo abandono, a Lua inventou este tal de Perigeu para chegar mais perto, para se mostrar mais brilhante, mais redonda, àqueles que um dia, lá em 1969, pisaram seu solo pela primeira vez e depois a desprezaram. Nestes dias, que esteve tão próxima de nós, com certeza veio assoprar nos ouvidos dos nossos jovens dizendo que ela ainda guarda em seu esplendor o romantismo que um dia foi cantado em verso e prosa quando embalou vários romances que culminaram em idílios de fervoroso amor. A Lua sempre foi respeitada como companheira dos amantes, a eterna cúmplice dos namorados e enamorados. Na época que a corrida espacial era intensa, surgiram várias músicas, e uma marchinha carnavalesca foi composta por Armando Cavalcanti e Klécius Caldas, imortalizada na voz de Ângela Maria, que assim dizia: “Lua ó lua/ Querem te passar pra trás/ Lua ó lua/ Querem te roubar a paz/ Lua que no céu flutua/ Lua que nos dá luar/ Lua ó lua/ Não deixa ninguém te pisar/ Todos eles estão errados/ A lua é dos namorados”.

 

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