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Desbravando a América – Parte 4 (Peru)

por SAUL TEIXEIRA

Confira as aventuras de um viamonense pela Argentina, Chile, Bolívia e Peru

A odisséia pela América chega ao seu derradeiro ponto. Com as experiências vividas na Argentina, no Chile e na Bolívia, o cronograma agora aponta para a pátria peruana. A glamourosa Machu Picchu, a lendária Cusco e a rica cultura Inca são alguns dos atrativos finais da aventura vivida pelo viamonense RODRIGO GORSKI, 29 anos. Morador da Santa Isabel, quarto distrito, ao lado de dois colegas de trabalho, Adriano Müller, 24 anos e Sandro dos Anjos, 35, eles deixaram Porto Alegre no final da tarde do dia 26 de dezembro e retornaram na manhã do dia 18 de janeiro de 2011.

Peru, o centro do mundo e Machu Picchu

O nascer do sol quase surreal do deserto de Sal e a excêntrica cidade de La Paz, na Bolívia, deixam de serem pontos turísticos e se tornam rotas para o grande objetivo de toda a peregrinação pela América do Sul: a chegada ao Peru, sobretudo a Machu Picchu, também conhecida como a velha montanha ou a cidade perdida dos Incas.

Antes, porém, a passagem por outros locais insólitos, como a cidade de Puno, primeira parada em solo peruano. Na ocasião, os três brasileiros visitaram as ilhas flutuantes, construídas, surpreendentemente pelos próprios habitantes, utilizando juncos como matéria-prima arquitetônica: “Famílias inteiras vivem em cerca de 200 ilhas, onde eles constroem seu próprio solo a partir do junco. Existem escolas, mercados, restaurantes, apesar de ser tudo muito rudimentar, sobretudo, no que diz respeito às condições de sobrevivência, o que para nós seria desumano”, afirmou o fotógrafo Rodrigo Gorski.

Deixando para trás Puno, às margens do lago Titicaca, a bússula apontava para a lendária Cusco, próxima parada dos aventureiros. Com cerca de 300 mil habitantes, a cidade está situada a 3.400 metros de altitude, na região dos Andes, sendo antiga capital do Império Inca e, desde 1993, sendo considerada pelo governo peruano como capital histórica do país.

No idioma quínchua, Cusco significa “umbigo”, pois os incas acreditavam que a cidade seria o centro do universo, revelando uma das grandes características do povo local, o egocentrismo: “Visitamos o centro histórico, entramos nas catedrais e conhecemos um pouco da cultura Inca com o apoio de guias turísticos”, completou Gorski, relatando ainda as várias ruínas que são consideradas lugares turísticos devido as suas atrações históricas, arqueológicas e arquitetônicas.

A cidade perdida dos Incas

Objetivo de toda a peregrinação, Machu Picchu está localizada a 70 quilômetros a noroeste de Cusco. Finalmente o grupo chegou à cidade após 18 dias de viagem e os primeiros pontos visitados foram os sítios arqueológicos e os respectivos povoados de Pisac e Ollantaytambo. Os dois povoados integram o chamado Valle Sagrado, caracterizado por diferentes rios que descem as ladeiras dos Andes peruanos, além dos fascinantes monumentos arqueológicos e por povoados incas que parecem ainda viver no tempo da colônia.

No Valle Sagrado, o grupo migrou para Águas Calientes, ponto de partida para Macchu Pichu, onde um microônibus faz o transporte até o topo da montanha: “Inacreditável como uma civilização que viveu a 600, 700 anos atrás, construiu uma cidade num ponto onde o acesso é dificílimo. Inexplicável ver pedras perfeitamente encaixadas, assim como intrigante o perfeito alinhamento delas com a posição solar em diferentes estações do ano. O culto ao ‘Deus sol’ chama atenção, tudo é em função dele”, completou Gorski.

Avaliação

Experiência inesquecível

Após o relato de suas experiências nos quatro grandes países, o fotógrafo Rodrigo Gorski divulga o que representou a expedição pela América do Sul. Conforme ele, além de configurar a realização de um antigo sonho, a viagem serviu como um marco pessoal: “Passei a valorizar aquilo que antes trata-se como trivial: uma cama confortável, um chuveiro quente, um banheiro limpo. Além disso, acabamos nos desapegando de muitas outras manias”, disse.

Viagem em livro

Segundo Gorski, o objetivo é transformar a experiência vivenciada em um livro-fotográfico. Para isso, busca interessados. Além disso, ele, que também é publicitário e professor de designer gráfico, adianta que o espírito aventureiro não cessou com a expedição concluída em janeiro: “Meu objetivo é visitar a Patagônia, na Argentina. Se der tudo certo, estarei embarcando no final deste ano”, concluiu.

Curiosidades

  • Chile, Bolívia e Peru os refrigerantes são vendidos apenas fora do gelo;
  • Coca-cola, Nestlé e Elma Chip’s foram marcas comuns nos quatro países;
  • Água mineral é produto de destaque em todos os mercados de Chile, Bolívia e Peru;
  • Na Argentina, os costumes culturais e alimentícios são os que mais se aproximam do Brasil, sobretudo, o Rio Grande do Sul;

 

Comentários (1)

  • José Carvalho

    Olá, é com muito goste que tenho lido os depoimentos desta bela viajem que estou planeando fazer agora em julho e como tal tenho umas duvidas que acho voçes me poderiam ajudar..

    Em Passo de los Libres, ficaram na estação durante as 6horas até ao onibus para Corrientes? É tranquilo o ambiente por lá? Qual o preço até Corrientes? e depois a até Salta? é tudo por agora..
    Desde já agradeço a construção deste decomentario pois é bastante util
    cumprimentos José Carvalho

    Responder

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