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Estreia, pênaltis e América

Estreia, pênaltis e AméricaVitória

Cerca de 20 mil colorados enfrentaram o frio outonal e foram prestigiar a reestreia de Paulo Roberto Falcão à frente do escrete vermelho. Porém, pelo pouco tempo de trabalho, apenas quatro coletivos, o novo comandante ainda não conseguiu por em prática as suas ideias de futebol, o que se refletiu em uma atuação discreta e por vezes, burocrática. Além disso, a ausência de Oscar deixou a equipe mais lenta e sem profundidade. Apesar disso, a magra vitória (1×0), com gol de Leandro Damião, foi importante. Mas, é claro, o desempenho ainda não é suficiente. Falcão venceu, mas, muito ainda precisa ser feito.

Paciência

Apesar da festa inicial pela recondução de Falcão à casamata, no meio da segunda etapa a torcida mostrou uma certa impaciência. A atitude era prevista, já que pela presença do ídolo, criou-se a expectativa que todos os problemas do Internacional seriam resolvidos com um toque de mágica. Porém, é sabido que futebol se faz com sequência e muito trabalho. A atuação contra o Santa Cruz foi insuficente, ainda mais pelo fato do adversário ter tido um jogador expulso ainda no primeiro tempo. Na próxima partida, a evolução deverá ser mais visível. É o que esperam os colorados!

Mudança

Além da motivação que sempre se renova com a mudança de treinador, outra alteração, esta no aspecto tático, marcou a primeira partida de Falcão. A recondução de Rafael Sóbis ao ataque, devolveu ao time a formação com dois atacantes, o que contribuiu para que Leandro Damião não ficasse isolado entre os zagueiros.

Camisa 1

Além disso, o retorno do goleiro Renán à meta (devido a lesão de Lauro) foi outra grata surpresa. Mostrando segurança e firmeza nas poucas vezes que foi exigido, o arqueiro está pronto para brigar pela camisa 1. Particularmente, apesar da instabilidade vivida no ano passado, acho Renan o melhor da posição no Beira-Rio e acho que o seu retorno à titularidade é uma questão de tempo.

Demora

Falcão demorou a alterar a equipe, fazendo somente aos 35 mintos da etapa final. Os ingressos de Ricardo Goulart na vaga de Andrezinho e de Zé Roberto, no lugar de Sóbis trouxeram outra mobilidade ao sistema defensivo. Se tivessem entrado antes, certamente teria ampliado as chances de aumentar a vantagem no marcador. O ídolo demorou…

 São Victor

Em uma partida típica de gauchão, encruada, com muita marcação e fora de casa, o goleiro Victor (foto) novamente garantiu o desfecho feliz para os gremistas. Apesar da aparente falha no tempo normal, o que originou o empate do Ypiranga (1 x 1 – golaço de Douglas para os azuis), o camisa 1 foi a síntese do grande goleiro na decisão por pênaltis. Além de pegar um, ainda foi beneficiado com uma cobrança que explodiu em sua trave esquerda. Desta forma, não teve jeito: com um goleiro competente e com sorte, o resultado não poderia ser outro. Grêmio classificado à semifinal do returno para enfrentar o Cruzeiro, no próximo sábado.

Mazembe 2

Me permitam voltar a partida contra o Oriente Petrolero na semana passada. É inadmissível que um time do tamanho do Grêmio seja derrotado por 3 a 0 por uma agremiação boliviana e já eliminada da Taça Libertadores. O “vexame” teve como principal ressponsável o treinador Renato Portaluppi. Tantas vezes ovacionado pelas vitórias, é preciso fazer o registro também quando fracassa. Na tentativa de substituir Douglas, o comandante alterou a equipe em duas posições, levando o lateral Gabriel para o meio-campo e promovendo o ingresso de Mário Fernandes para o setor direito defensivo. Renato pecou pela improvisação. Ás vezes, a simplificação é o melhor remédio!

Gauchão

Voltando a atuação contra o Ypiranga, em Erechim, novamente Renato esteve mal. É verdade que o cansaço de Douglas, a lesão de Adilson e o mau momento de Borges, contriubuíram com a atuação deficitária. Porém, o treinador falhou naquilo que muitas vezes esteve localizado o seus méritos, nas substituições. Com o fraco desempenho do ataque, ele mandou a campo o centroavante Lins. Entretanto, ao invés de retirar o sonolento e pouco participativo Borges, Renato sacou o seu melhor jogador na partida, o jovem Leandro. É difícil de entender. São os treinadores e seus velhos “bruxismos”.

Prodígio

Com o perdão da incoerência, não gosto de comparações, mas é impossível assitir as atuações de Leandro e não lembrar-se de Neymar, atacante do Santos e da Seleção brasileira. Com grande técnica e agilidade, driblador e veloz, o camisa 21 tem tudo para ser o grande ídolo da nação tricolor, em breve. Para as oitavas de final, Leandro será inscrito e terá a oportunidade de abreviar a sua jornada rumo ao estrelato. É o que esperam os gremistas!

Gramado

A partida contra o Cruzeiro-POA será no estádio Passo D’Areia, na zona Norte. Porém, a casa do Zequinha não agrada nada, nada a Renato, que solicitou a troca de estádio. O chefe do vestiário alegou que a grama sintética pode aumentar a chance de lesões. Porém, alguém precisa comunicar o “Gaúcho” que este tipo de solo é uma tendência em todo o mundo e, além disso, até final de Libertadores já foi disputado na grama artificial. “Te liga, professor”!

Dupla em campo

O Inter recebe o Emelec (Equador) pela Libertadores, nesta terça-feira, no Beira-Rio, às 20h15min. Depois disso, no domingo, enfrenta o Juventude pela semifinal do segundo turno do gauchão, no Alfredo Jaconi, em Caxias, às 16h. Por sua vez, o Grêmio treina durante a semana inteira para  a partida contra o “Cruzeirinho” no próximo sábado, às 18h30. Boa sorte à dupla!

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